Motorista de ônibus é baleado em briga de trânsito perto de cemitério

Nivaldo é motorista da empresa União

Publicado em 7 de outubro de 2015 às 19:43

- Atualizado há 10 meses

Um motorista de ônibus foi baleado na tarde desta quarta-feira (7) perto do Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas. Segundo a Central de Polícia, Nivaldo da Costa Santos, 57 anos, foi atingido no braço esquerdo.

Nivaldo é motorista da empresa União, mas segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, no momento do crime estava fazendo um trabalho especial transportando pessoas para um enterro do pai de um amigo no Cemitério Quinta dos Lázaros. Já próximo ao local, quando manobrava o ônibus, ele acabou se desentendendo com um homem que estava em um Celta preto. "Tinha muitos carros pequenos, o cara desse carro se aborreceu, desceu, puxou a arma, deu uma coronhada no motorista", conta Ferreira. 

A briga de trânsito aconteceu por volta das 15h30 de hoje. "Pelo que se falou, parece que se trata de um policial. E estava armado", diz o presidente do sindicato. "Ele (o motorista) não morreu porque entrou em luta corporal", acrescenta. O tiro pegou em Nivaldo de raspão. Conhecidos da vítima o socorreram para o Hospital Ernesto Simões Filho, onde deu entrada por volta das 16h. O atirador fugiu de carro. Ele ainda não foi identificado.

De acordo com Hélio, o rodoviário passa bem e aguarda o resultado de um exame de raio-x para deixar a unidade médica. "Conversei com ele e ele está bem. Mas vamos cobrar apuração deste caso", diz.

O caso foi encaminhado à 2ª Delegacia (Lapinha) como lesão corporal. A reportagem não conseguiu contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar, procurada, preferiu não se manifestar, orientando entrar em contato com a SSP.

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Nesta quinta, o Sindicato dos Rodoviários se reúne com o Comando Geral da PM, segundo Ferreira, para tratar de atritos que têm acontecido entre a categoria e PMs. Na última semana, uma confusão no fim de linha de Santa Cruz terminou com um cobrador agredido com um tapa, segundo a categoria - a PM informou que policiais foram desacatados ao dar voz de prisão ao rodoviário. 

ConfusõesNa última sexta, o Sindicato dos Rodoviário informou que encaminhou ao Comando da Polícia Militar, ao Delegado-Chefe da Polícia Civil e ao Secretário da Segurança Pública um documento em que repudia o "comportamento agressivo e desproporcional de policiais na abordagem à categoria".A notícia foi divulgada um dia depois de uma confusão entre PMs e rodoviários no fim de linha de Santa Cruz, que foi parar na delegacia.

A confusão foi motivada pela falta de espaço no fim de linha de Santa Cruz, segundo os rodoviários, o que dificulta manobras e parada do veículo no ponto. A categoria afirma que a situação foi denunciada várias vezes em reuniões com o secretário Municipal de Mobilidade e que os rodoviários não podem ser culpados pelo problema.Os rodoviários dizem que os conflitos estão se repetindo e há 15 dias fato similar aconteceu e no Nordeste de Amaralina. No documento, a categoria pede que os policiais sejam orientados em relação aos problemas de mobilidade.Na quinta, os rodoviários chegaram a fechar o acesso ao fim de linha de Santa Cruz depois da confusão, no final da tarde. De acordo com Hélio Ferreira, o fim de linha de Santa Cruz tem um "problema de mobilidade" por conta do pouco espaço. "Vão avançando os comércio e vão tirando o espaço da rua".