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Mulher espancada por zelador no Rio Vermelho também teria sido vítima de estupro

Vítima está internada em coma induzido no Hospital Geral do Estado (HGE)

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 28 de agosto de 2025 às 15:01

Zelador ateou fogo no Morro das Pedras
Zelador ateou fogo no Morro das Pedras Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

professora de 48 anos que foi brutalmente agredida pelo zelador do prédio onde mora também teria sido estuprada pelo agressor. O homem, identificado como Osvaldo Conceição Ferreira, foi autuado pelos crimes de estupro qualificado, tentativa de feminicídio e dano qualificado pelo uso de substância inflamável. Ele está custodiado no Hospital Geral do Estado (HGE), após se jogar do prédio para tentar fugir. 

A reportagem teve acesso ao auto de prisão em flagrante do zelador. Nele, consta o fato de que a vítima apresenta inchaço anormal nas partes íntimas, indicando provável agressão sexual. O homem investigado também possui escoriações no rosto, o que indica que a moradora tentou se defender da violência. 

A mulher segue internada no HGE, em coma induzido, e conta com ajuda de ventilação mecânica. O estado de saúde dela é grave, mas estável. Além das agressões, o zelador Osvaldo Conceição ateou fogo no corredor do primeiro andar do prédio, provocando pânico nos moradores. Após a ação, ele se jogou do prédio no intuito de fugir, de acordo com a polícia. O caso foi registrado na manhã de quarta-feira (27). O homem passará por audiência de custódia às 9 horas de sexta-feira (28).

Relato de assédio 

Em janeiro do ano passado, a vítima registrou no livro de ocorrências do condomínio um episódio em que teria sido assediada pelo zelador. Ela narra que o homem a chamou para tomar vinho, em um sábado à noite, através de um aplicativo de mensagens. No relato, a mulher pede que sejam tomadas providências uma vez que ela se sentiu incomodada pela abordagem.

"Gostaria que alguma providência fosse tomada, pois como funcionário do prédio, o 'seu' Osvaldo tem obrigação de manter o devido respeito aos moradores e não lhes causar nenhum tipo de importunação", escreveu. Uma amiga da vítima, que é funcionária de um estabelecimento comercial localizado próximo ao prédio, confirmou os relatos de assédio e também disse, em depoimento, que é constantemente assediada pelo homem no local onde trabalha.

Professora relata assédio em livro de ocorrências do condomínio por Reprodução

"Ela mora sozinha e me contou que, inicialmente, pedia favores para ele [zelador], como trocar uma cortina e regar as plantas quando ela viajava. Mas ele começou a chamar ela para sair e ela sempre cortou. Até que chegou ao ponto de ela falar com a esposa dele que estava sendo assediada. Mesmo assim, ele continuava", contou a amiga, em entrevista ao CORREIO. 

Zelador foi filmado carregando a gasolina utilizada no incêndio
Zelador foi filmado carregando a gasolina utilizada no incêndio Crédito: Reprodução

Entenda o caso

O zelador suspeito de atear fogo em um edifício no Rio Vermelho, em Salvador, espancou uma moradora do prédio na madrugada desta quarta-feira (27). A vítima de 48 anos foi violentamente agredida e está internada inconsciente no Hospital Geral do Estado (HGE).A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio. O agressor, que se jogou do primeiro andar do prédio, recebeu voz de prisão e está custodiado na unidade de saúde.

A delegada Zaira Pimentel, responsável pelo caso, disse em entrevista que o caso inicialmente foi tratado apenas como incêndio. Mas, tão logo os primeiros moradores do prédio foram ouvidos, a polícia constatou que tratava-se de um caso a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Incêndio no condomínio Morro das Pedras por Arisson Marinho/CORREIO

"No hospital, nós constatamos que se tratava de uma situação de dano qualificado, pelo uso de substância inflamável (gasolina), e tentativa de feminicídio. Não porque o agressor e a vítima tivessem em um relacionamento, mas pela desconsideração da condição de mulher da vítima", explicou a delegada. Ela diz ainda que outros crimes estão sendo apurados pelos investigadores. A polícia investiga, inclusive, se o zelador desconfiava que seria demitido e que, por isso, teria se revoltado.