Preso suspeito apontado como autor do disparo que matou policial rodoviário na Pituba

Segundo a polícia, uma dívida com o tráfico de drogas motivou os outros dois suspeitos a participarem do assalto

Publicado em 2 de outubro de 2015 às 15:10

- Atualizado há 10 meses

Suspeito de ser o autor do disparo que matou o policial rodoviário federal Marcelo Caribé Carvalho, 28, durante um assalto no bairro da Pituba, Victor Vagner Matos Neri, 28 anos, foi preso nesta sexta-feira (2). A prisão dele ocorreu após a polícia ter apresentado os outros dois envolvidos no crime na sede do Departamento de Homicídio de Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba, também na manhã desta sexta.

Segundo a polícia, o mandado de prisão contra Vitor foi cumprido quando ele já se dirigia para a delegacia se entregar. Familiares do suspeito teriam entrado em contato pouco antes com a equipe de investigação da 6ª Delegacia (Brotas) para informar sobre a decisão. Em depoimento, o suspeito confirmou ter sido ele o autor do disparo que matou o policial, atingido na cabeça.Uma dívida com o tráfico de drogas motivou os outros dois suspeitos, identificados como Paulo Tiago Rabelo dos Santos, 23 anos, e Idenivaldo Santos de Oliveira, 33,  a participarem do assalto(Foto: Betto Jr./ CORREIO)Segundo a polícia, na noite de quarta-feira (30) , ele deu entrada no Hospital do Subúrbio depois de ter sido baleado na perna e na barriga, no bairro de Cosme de Farias. Ao dar entrada no hospital, ele afirmou que tinha sido ferido durante um assalto. Ele foi medicado e liberado por volta do meio-dia da quinta-feira (1º).

De acordo com o delegado Odair Carneiro, Vitor usou um nome falso para dar entrada na unidade. “Quando tomamos conhecimento de que havia uma pessoa baleada e que poderia ser Vitor, ele já tinha sido liberado”, afirmou. A polícia também não esclareceu as circunstâncias em que o suspeito foi baleado e disse que ele ainda seria ouvido sobre o assunto.Vitor também teria roubado a arma da vítima, que ainda não foi encontrada. Na casa dele em Cosme de Farias, a polícia encontrou a arma do crime, o revólver 38, tablete de crack e pasta base de cocaína, além de outros pertences do suspeito.Segundo a polícia, uma dívida com o tráfico de drogas motivou os outros dois suspeitos, identificados como Paulo Tiago Rabelo dos Santos, 23 anos, e Idenivaldo Santos de Oliveira, 33,  a participarem do assalto.

[[saiba_mais]]O delegado Odair Carneiro, que comandou a força-tarefa formada para investigar o crime contra o policial, afirmou que Paulinho, confirmou que participou do crime. “Ele disse que o motivo foi uma dívida de R$ 600 que tinha com traficantes. O Idenivaldo também disse que estava endividado”, afirmou o delegado. Idenivaldo é dono do Gol prata que foi usado para conduzir os suspeitos durante a ação e já foi apreendido pela polícia. Na apresentação na sede do DHPP, ele tentou se defender e afirmou que era inocente. “Eu sou trabalhador, não sabia para quê Vitor queria o carro”, disse. Ele foi o primeiro a ser preso. Depois do crime, ele fugiu para Camaçari, onde foi preso na segunda-feira (28).Já Paulinho foi preso depois de se apresentar na manhã de quarta-feira (30), no DHPP. Os três suspeitos foram identificados após o crime. Segundo o delegado Odair Carneiro, eles se conheceram no bairro de Cosme de Farias, onde moram. "Apesar de não terem passagens por crimes, eles já tinham praticado crimes juntos", afirmou o delegado.

CrimeMarcelo Caribé Carvalho, 28, estava de folga em Salvador, e voltaria para Rondônia na madrugada seguinte ao crime (Foto: Reprodução/ Facebook)Marcelo foi baleado durante um assalto na Barraca do Regis, na rua Ceará, próximo a uma escada de acesso ao Parque Júlio César. Três ladrões chegaram em um Gol prata. Enquanto um deles ficou no carro, os outros dois, um deles armado, desceram e abordaram as pessoas que bebiam e conversavam na barraca. Eles passaram com um saco na mão exigindo que todos entregassem o celular.

O policial, que estava com dois amigos, entregou o telefone. Enquanto um dos ladrões voltou com o saco cheio de celulares para o carro, o segundo se virou para continuar o roubo em outra mesa. 

Nesse momento que ele ficou de costas, Marcelo sacou a arma e anunciou que era policial. O delegado Marcelo Sansão, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), não sabe se a arma do policial falhou ou se ele hesitou. O ladrão se virou e atirou na cabeça de Marcelo.