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Wendel de Novais
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 13:04
O acervo repatriado dos Estados Unidos e agora incorporado ao Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, é composto por 666 obras de 135 artistas, sendo 93 afro-brasileiros. A coleção reúne diferentes linguagens, técnicas e períodos da produção artística negra no Brasil. >
Entre as tipologias presentes estão pinturas, esculturas, fotografias, xilogravuras, gravuras, estampas e arte sacra, formando um panorama diverso da criação afro-brasileira em diferentes territórios e gerações.>
A diretora artística do Muncab, Jamile Coelho, destaca que o conjunto tem importância não apenas estética, mas também histórica.>
Obras de arte foram repatriadas
“Esse acervo reúne artistas que muitas vezes ficaram fora dos grandes circuitos institucionais e do mercado. A repatriação é uma forma de reconhecer e devolver visibilidade a essas trajetórias”, afirmou.>
A coleção reúne obras de artistas considerados fundamentais para a arte afro-brasileira, como J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia e Manoel Bonfim, além de outros nomes que tiveram pouca circulação em museus e galerias nacionais.>
Segundo a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o conjunto fortalece a missão do museu. “É muito significativo que esse acervo seja acolhido por uma instituição como o Muncab. Isso reforça a missão do museu de contar a história do Brasil a partir de uma perspectiva democrática, inclusiva e plural”, afirmou.>
As obras estavam nos Estados Unidos há cerca de três décadas, integrando uma coleção privada organizada por Bárbara Cervenka e Marion Jackson, que decidiram devolver o acervo ao Brasil. As peças chegaram a Salvador no último dia 12 de janeiro, após transporte técnico especializado e acompanhamento da Receita Federal.>