Traficante da facção Katiara diz que ganhava R$ 750 por semana com o crime

Rasta ocupava a função de gerente da quadrilha e foi preso com o comparsa Zeca, com 70 quilos de drogas

Publicado em 23 de fevereiro de 2016 às 14:20

- Atualizado há 10 meses

O traficante Elisberto Pereira Souza, conhecido como Rasta, contou que ganhava R$ 750 por semana na facção Katiara, quadrilha do Recôncavo com atuação em Valéria. Antes de assumir o posto de gerente e responsável pelo armazenamento de drogas e pelos armamentos do grupo, ele trabalhava como eletricista e ajudante de pedreiro. Com ele foi preso também Elton da Silva Pereira, o Zeca, que era responsável pela contabilidade do bando e também ocupava posto de gerência.

A polícia encontrou com o traficante Zeca um caderno com a movimentação financeira da facção. Além disso, com a dupla foram encontrados 70 quilos de maconha, cocaína e munições. Eles foram presos na segunda-feira (22), após a polícia receber denúncia de que eles receberiam um carregamento de drogas em Valéria. A prisão foi efetuada por policiais da 31ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Valéria) e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco).  A dupla foi apresentada pelos delegados Alexandre Narita, do Draco, e Jamal Amad, do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).Rasta e Zeca, integrantes da facção Katiara, foram presos com 70 quilos de drogas, em ValériaFoto: Bruno WendelDe acordo com informações da polícia, a droga foi encontrada num lamaçal no fundo de casas e seria distribuída no próprio bairro. O Rasta já possuía três mandados de prisão em aberto, sendo dois por tráfico de drogas e o terceiro por homicídio. Os dois confirmaram a participação na facção Katiara. Zeca diz pertencer ao grupo há sete meses, enquanto Rasta contabiliza mais de um ano.

Apesar da ligação com a quadrilha, os dois dizem nunca ter visto o comandante da facção, o traficante Adilson Souza Lima, mais conhecido como Roceirinho, que foi transferido no ano passado do Conjunto Penal de Serrinha para o Sistema Prisional Federal de Segurança  Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. 

*Com informações de Bruno Wendel