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Carol Neves
Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 11:03
Acostumada a rotinas intensas de treino e participante de ultramaratonas, a influencer e modelo fitness australiana Sarah Lloyd afirma ter vivido uma situação inesperada durante uma aula de pilates. Aos 25 anos, ela contou aos seguidores que precisou interromper o exercício após perceber quando atingia um orgasmo involuntário ao fazer elevações de perna. >
Com mais de 131 mil seguidores no Instagram, Sarah disse ter sido surpreendida pelas sensações durante o treino focado no abdômen.>
“Estávamos fazendo elevações de perna e, depois de umas dez repetições, comecei a sentir um formigamento no corpo. Eu estava suando e sentia uma sensação parecida com a que normalmente tenho na cama. Pensei: 'Com certeza não é assim que deveria ser a sensação, né?'”.>
Ao perceber o que estava acontecendo, ela decidiu parar imediatamente o exercício. “Quando percebi que o clímax estava chegando, entrei em pânico e tive de parar. Não sei se minha respiração ofegante me entregou”, contou.>
Segundo a modelo, desde então ela evita repetir o movimento durante as aulas. “O pior é quando estou numa aula de Pilates e eles mandam eu fazer elevações de perna. Simplesmente tenho que recusar. Não consigo fazer, senão literalmente tenho um orgasmo”, afirmou.>
Os segredos do pilates
O episódio chamou atenção para um fenômeno já estudado por especialistas e conhecido como “coregasmo”, orgasmo provocado por exercícios físicos que exigem bastante da musculatura abdominal e da região pélvica.>
A pesquisadora Debby Herbenick, autora do livro The Coregasm Workout, afirma que esses casos são incomuns, mas não raros. Em pesquisa publicada em 2011, 23,4% das mulheres entrevistadas relataram já ter alcançado orgasmo durante atividades físicas, principalmente em exercícios abdominais. Outras apontaram corrida, escalada, musculação e ioga como situações em que a sensação também ocorreu.>
Já quando se considera apenas o prazer sexual sem necessariamente chegar ao orgasmo, o índice sobe para 46,4%. Entre as atividades mais citadas estão bicicleta ergométrica, musculação e exercícios abdominais.>
Especialistas explicam que o exercício aumenta a liberação de hormônios ligados ao bem-estar, como serotonina e endorfina, além de elevar o fluxo sanguíneo na região pélvica. A contração repetida dos músculos abdominais e a fadiga muscular também podem contribuir para o surgimento das sensações.>
Registros do fenômeno existem há décadas. Em 1953, o sexólogo Alfred Kinsey já mencionava casos semelhantes em estudo sobre comportamento sexual feminino.>
Além do episódio inusitado, especialistas destacam que atividades como o pilates trazem benefícios para a vida sexual, ao melhorar respiração, flexibilidade, força e o controle muscular da região pélvica, fatores que podem contribuir para o prazer íntimo fora das academias.>