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Verão extremo: por que o calor é uma ameaça real para os pets?

Estudo aponta que risco de mortalidade canina sobe quase 10% em dias de altas temperaturas

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 06:00

Cuidados simples com os pets ajudam a prevenir doenças (Imagem: eva_blanco | Shutterstock)
[Edicase]Cuidados simples com os pets ajudam a prevenir doenças (Imagem: eva_blanco | Shutterstock) Crédito: Imagem: eva_blanco | Shutterstock

Nesse calor de verão não são só as pessoas castigadas por esse solzão. Os bichinhos, companheiros de tantas horas, também são vítimas das altas temperaturas Estudos recentes comprovam que o calor não é apenas um desconforto, mas um fator de risco que pode afetar a saúde e em alguns casos, até causar a morte. Segundo pesquisa publicada no Australian Veterinary Journal (2025), a mortalidade canina sobe 0,6% para cada grau acima dos 25 °C. Em dias de calor intenso (32 °C ou mais), a probabilidade de morte é 9,5% maior.

Karine Matos, médica-veterinária, explica que os cães e gatos podem sofrer doenças relacionadas às altas temperaturas quando absorvem ou produzem mais calor do que conseguem dissipar. Essa condição é chamada de intermação (ou golpe de calor) e também pode ocorrer em seres humanos. Os tutores devem ficar em alerta para comportamentos como ofegação intensa e ruidosa, gengivas excessivamente avermelhadas e desorientação. Em casos mais graves, o pet pode apresentar vômitos, fraqueza extrema e até desmaios, situações que exigem resfriamento imediato com água em temperatura ambiente e transporte urgente para uma clínica veterinária. "Diante desses sinais, o atendimento veterinário deve ser imediato", lista a veterinária.

O músico Samuel Sampaio é dono de Musa, uma gata de três anos, e conta as dificuldades que passa com sua pet nesse calorzão: “Logo quando adotei Musa ela era muito ativa, essa questão de calor nem era preocupação. Quando ela começou a crescer, eu fui notando que nos dias mais quentes ela ficava apática, não queria comer, não andava pela casa e minha casa é quente. Então, depois de procurar um profissional, eu passei a adotar medidas como não deixar ela solta em parte boa do dia, trocar com frequência a água dela entre outras coisas”.

Além do risco de hipertermia, o Verão é um período crítico para o agravamento de problemas dermatológicos. A combinação de calor excessivo e umidade cria o ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias, especialmente em raças predispostas como Labradores, Goldens e Bulldogues. A pele atópica, que já é naturalmente mais seca e sensível, perde ainda mais umidade com as altas temperaturas, o que rompe a barreira de proteção cutânea e intensifica crises de coceira e inflamação, principalmente nas dobras e áreas com mais pelos.

Larissa Lima, estudante de publicidade, se identifica como “mãe” de Zeus, um bulldog cuja raça está entre as mais afetadas pelo calor. “O ar-condicionado fica ligado 24 horas. Nem vacilo, porque Zeus é grande para um bulldog e eu já sei que ele vai ficar ofegante, ele pode passar mal. Então, eu transformo esse lugar num iglu”, confessa.

Segundo o estudo australiano, um dado alarmante revelado por estudos recentes é o aumento expressivo da mortalidade animal durante os períodos de lazer. As mortes de cães chegam a subir 155% em feriados e quase dobram aos domingos, um fenômeno atribuído à quebra da rotina e à maior exposição ao sol durante passeios em horários inadequados. Nesses dias, a supervisão dos tutores costuma ser menor devido a eventos sociais, o que retarda a percepção dos primeiros sinais de mal-estar térmico, transformando o que deveria ser um momento de descontração em um risco fatal para o pet.

Tosar vale a pena?

Em uma medida para aliviar o calor dos amiguinhos de quatro patas, muitos donos decidem tosar os animais acreditando que pode aliviar o calor, mas o que Karine tem a dizer é o oposto: “A gente tem vontade de se colocar no lugar do cachorrinho, ele peludo e a gente liso, mas o pelo é proteção térmica, ele funciona como isolante, e manter na altura normal vai proteger contra o calor”.

A veterinária explica também que algumas raças nunca devem ser tosadas, em especial cães de pelo curto e raças nórdicas, como os huskies siberianos, que possuem uma camada dupla de pelo para regular a temperatura interna tanto nos locais frios de origem, quanto em regiões mais quentes como no Brasil.

Para garantir o bem-estar do seu pet até o fim da estação, siga estas orientações da veterinária:

  • Cronograma de Passeio: saia apenas antes das 8h ou após as 20h. O asfalto quente pode causar queimaduras graves nas almofadinhas das patas;
  • Hidratação Estratégica: espalhe vários bebedouros pela casa. Adicionar cubos de gelo na água ajuda a manter a temperatura baixa por mais tempo;
  • Carro é uma armadilha: jamais deixe o pet sozinho no veículo. Mesmo na sombra e com frestas abertas, a temperatura interna pode atingir níveis fatais em menos de 10 minutos;
  • Conforto térmico: utilize tapetes gelados ou mantenha o acesso a pisos frios (como cerâmica). Garanta ventilação constante no ambiente de descanso.

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Pets Saúde Calor