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Vencedor do Oscar, documentário de 'professor espião' na Rússia chega ao streaming

“Um Zé Ninguém Contra Putin” (Mr. Nobody Against Putin) está proibido de ser exibido em território russo

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 26 de março de 2026 às 15:12

Um Zé Ninguém Contra Putin (Mr. Nobody Against Putin), filme vencedor do Oscar de Melhor Documentário
Um Zé Ninguém Contra Putin (Mr. Nobody Against Putin), filme vencedor do Oscar de Melhor Documentário Crédito: Reprodução

A liberdade é uma dádiva que pode ser tirada a qualquer momento, principalmente por aqueles que estão no poder. Em “Um Zé Ninguém Contra Putin” (Mr. Nobody Against Putin), filme vencedor do Oscar de Melhor Documentário, a decisão tomada por Pavel Talankin foi a de usar a câmera como uma arma contra a interferência do estado na educação. No Brasil, a obra já está disponível no streaming FIlmelier+.

Dirigido pelo cineasta americano David Borenstein em co-direção com o professor e cinegrafista russo Pavel "Pasha" Talankin, Mr. Nobody Against Putin é um relato em primeira pessoa sobre a militarização do ensino na Rússia.

Um Zé Ninguém Contra Putin (Mr. Nobody Against Putin), filme vencedor do Oscar de Melhor Documentário por Reprodução

A produção foi filmada de forma secreta ao longo de dois anos dentro de uma escola primária na cidade de Karabash, próxima aos Montes Urais. O documentário expõe como o regime de Vladimir Putin transformou o ambiente escolar em uma verdadeira zona de recrutamento e doutrinação militar após o início da invasão à Ucrânia.

Pasha Talankin não era um correspondente de guerra; ele era apenas um professor adorado pelos alunos, conhecido por seu humor e métodos progressistas. Quando o governo russo impôs um novo "currículo patriótico", forçando marchas militares e o silenciamento de qualquer pensamento crítico, Pasha tomou uma decisão arriscada: expor a verdade.

Usando seu papel como "videomaker oficial" da escola, Pasha conseguiu gravar o dia a dia da instituição sem levantar suspeitas. O filme exibe cenas chocantes de crianças sendo treinadas para marchar, manusear armas e absorver discursos de ódio. Além disso, o professor arriscou a própria vida para contrabandear as imagens para fora da Rússia, precisando planejar uma fuga perigosa quando percebeu que sua identidade estava prestes a ser descoberta.

Desde a sua estreia no prestigiado Festival de Sundance em 2025, a obra chamou a atenção do mundo. O impacto foi tão grande que a consagração máxima veio na cerimônia da Academia, vencendo o prêmio de Melhor Documentário em 2026.

A recepção calorosa do público global contrastou brutalmente com a reação de Moscou. Nesta quinta-feira (6), o Tribunal Central de Cheliabinsk, na Rússia, proibiu a exibição do documentário em território russo, alegando que ele promove "atitudes negativas" contra o governo e a guerra.