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Centro de Umbanda sofre 8º ataque em seis meses e é alvo de vandalismo em Guanambi

Terreiro com quase 80 anos de história vive rotina de invasões e pichações nazistas

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 4 de maio de 2026 às 15:45

Imagens de câmeras de segurança mostram que homem invadiu Centro de Umbanda durante madrugada de sábado e domingo Crédito: Redes Sociais

O Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, localizado em Guanambi, no sudoeste da Bahia, foi novamente invadido e vandalizado na madrugada do último domingo (3). Este é o oitavo ataque registrado contra o local em um intervalo de apenas seis meses. Fundado há quase 80 anos, o centro enfrenta uma escalada de violência que inclui pichações de símbolos nazistas e destruição de itens sagrados.

Na invasão mais recente, o criminoso quebrou uma janela de vidro para acessar o interior do templo. Foram furtados o motor de uma geladeira, um caldeirão de alumínio, baldes, produtos de limpeza e diversos artigos religiosos. O suspeito ainda tentou levar um bebedouro, mas o eletrodoméstico não passou pela abertura da janela. Além do furto, o invasor destruiu pratos de barro e danificou objetos considerados fundamentais para o culto.

Em um dos episódios mais graves, ocorrido em 18 de abril, a fachada do espaço foi pichada com suásticas nazistas, acompanhadas de mensagens de ódio.

Em nota oficial publicada nas redes sociais, a diretoria do centro repudiou os atos, classificando-os como racismo religioso. “A pichação com mensagens de ódio fere não apenas nossa casa, mas também a liberdade de fé e o respeito à diversidade religiosa”, diz o texto.

Suspeito detido e liberado

Ainda no domingo, a Polícia Militar conduziu um homem à Delegacia Territorial (DT/Guanambi) após testemunhas relatarem tê-lo visto saindo do local do crime. No entanto, o suspeito foi ouvido e liberado logo em seguida.

De acordo com a Polícia Civil, nada foi encontrado com o indivíduo no momento da abordagem. A ausência de objetos furtados ou outros indícios de materialidade impediu a lavratura do auto de prisão em flagrante. A delegacia informou que as diligências continuam em curso para reunir provas, identificar a autoria dos danos e esclarecer se os ataques frequentes possuem motivação de crime de intolerância religiosa.

Tags:

Bahia Invasão Intolerância Religiosa Racismo Religioso Crime Flagrado