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Empresário que matou gari é indiciado e pode pegar até 35 anos de prisão

Renê da Silva deve responder por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça.

  • Foto do(a) author(a) Yan Inácio
  • Yan Inácio

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 18:35

René da Silva Nogueira Júnior
René da Silva Nogueira Júnior Crédito: Reprodução

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, foi indiciado nesta sexta-feira (29) por matar o gari Laudemir Fernandes, de 44 anos. Segundo a Polícia Civil, Renê deve responder por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça.

Somadas, as penas pelos crimes podem chegar a 35 anos de prisão caso ele seja condenado no julgamento. A delegada Ana Paulo Lamego Balbino, esposa do empresário, foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo. A investigação apontou que ela tinha ciência de que Renê costumava usar a arma dela.

Após análise nos dados do celular de Renê, os investigadores descobriram que o empresário fez pesquisas sobre as consequências do crime, o que contradiz a versão dada por ele em depoimento, de que não sabia que o disparo havia atingido alguém. O delegado responsável também afirmou que o empresário tinha um “fascínio por armas”.

Rene foi filmado no trabalho horas após o crime por Reprodução/TV Globo

Relembre o caso

O crime aconteceu no último dia 11 agosto. De acordo com o relato de testemunhas, Renê exigia passagem na rua onde o caminhão de coleta estava parado. A motorista afirmou que havia espaço suficiente para a passagem, mas o empresário insistiu. Os garis tentaram intervir para acalmar a situação, momento em que o empresário sacou a arma e atirou, atingindo Laudemir. A vítima chegou a ser socorrida pela Polícia Militar e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Ele confessou ter cometido o crime no último dia 18, em depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A confissão ocorreu um dia depois de seus advogados comunicarem o abandono da defesa.

A arma utilizada no crime passou por perícia e pertence à delegada. Ela é investigada pela Subcorregedoria da Polícia Civil por possível negligência na guarda do armamento. Após o crime, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu o bloqueio de R$ 3 milhões em bens de Renê e da esposa.

A medida foi solicitada pela defesa da família de Laudemir e tem como objetivo garantir que os valores não sejam ocultados antes de possível indenização aos familiares da vítima.