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'Foi homicídio': o que fez a Justiça aumentar para R$ 1 milhão indenização por morte de adolescente em viagem de escola

Victoria Mafra Natalini, 16 anos, foi morta por estrangulamento durante passeio da Escola Waldorf Rudolf Steiner, tradicional instituição da zona sul de São Paulo

  • Foto do(a) author(a) Wladmir Pinheiro
  • Wladmir Pinheiro

Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 15:59

Victoria Mafra Natalini morreu por asfixia durante excursão da escola em 2015; ao lado, policiais atuam no local onde ela foi encontrada
Victoria Mafra Natalini morreu por asfixia durante excursão da escola em 2015; ao lado, policiais atuam no local onde ela foi encontrada Crédito: Reprodução

O Superior Tribunal de Justiça decidiu restabelecer em R$ 1 milhão a indenização por danos morais à família de Victoria Mafra Natalini, morta em 2015, 16 anos, durante uma excursão da Escola Waldorf Rudolf Steiner, tradicional instituição da zona sul de São Paulo onde a adolescente estudava. Um laudo complementar confirmou que a causa da morte foi estrangulamento.

A decisão do STJ reforma o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, em segunda instância, havia reduzido a indenização para R$ 400 mil. O valor inicial era de R$ 1 milhão, fixado na primeira instância. O restabelecimento do valor original foi definido em voto do relator do caso, ministro Antônio Carlos Ferreira, proferido na terça-feira (3). O acórdão tem previsão de publicação na terça-feira (10).

Local onde seria o banheiro e onde o corpo foi encontrado em Itatiba por Reprodução/TV Globo

Segundo um dos advogados da família, Rui Celso Reali Fragoso, o ministro concluiu que houve negligência por parte da escola. Ao responsabilizar a instituição, o relator afirmou que "os pais depositam em mãos alheias (escola) aquilo que de mais precioso têm na vida".

"Em todas as instâncias houve decisão unânime de que a escola foi negligente", afirmou o advogado. "É claro que o valor não vai reparar a perda da família, mas serve para inibir futuros comportamentos irresponsáveis da escola ou de qualquer outra no dever de cuidar dos alunos em programas dentro ou fora das escolas."

Após a decisão do STJ, o pai de Victoria, João Carlos Natalini, publicou um desabafo nas redes sociais.

"STJ responsabiliza e condena a escola Waldorf Rudolf Steiner!!! Quem nos conhece sabe da nossa luta!!! Finalmente sendo reconhecida pela Justiça e mostrando a verdade a todos!!!"

Adolescente foi morta ao se afastar de grupo para ir ao banheiro

Em setembro de 2015, Victoria participava de uma excursão escolar com cerca de 20 estudantes à Fazenda Pereiras, em Itatiba, na região de Jundiaí, onde o grupo realizaria um trabalho de topografia. Na tarde do dia 16, a adolescente se afastou do grupo em uma área de mata e não foi mais vista.

De acordo com o advogado da família, Victoria teria ido sozinha ao banheiro da fazenda, localizado a cerca de um quilômetro do ponto onde o grupo estava reunido. "Ela não foi acompanhada por nenhum monitor. Quem pediu socorro, horas depois, foi uma funcionária da fazenda, que acionou os Bombeiros."

O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte. À época, a Polícia Militar informou que a roupa estava intacta e não havia sinais aparentes de violência ou de roubo. A primeira perícia realizada pelo Instituto Médico-Legal de Jundiaí apontou a causa da morte como inconclusiva.

Morte por estrangulamento

Posteriormente, peritos contratados pela família identificaram que a adolescente morreu por estrangulamento. O laudo complementar reforçou essa conclusão. "No laudo complementar, a asfixia é comprovada e demonstrada. Não existe qualquer questionamento em relação a este laudo", afirmou o advogado. Até hoje, o autor do crime não foi identificado.