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Wendel de Novais
Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 06:30
O Furdunço até mudou de dia no Pré-Carnaval 2026, trocando de lugar com o Fuzuê e abrindo oficialmente a folia no Circuito Orlando Tapajós (Ondina–Barra) neste sábado (7). A atração responsável por encerrar a festa e arrastar a maior multidão, no entanto, seguiu a mesma. >
Como já virou tradição, o Navio Pirata da Baiana System foi o último trio a sair, deixando Ondina por volta das 23h30. Nem o horário mais tardio foi capaz de dispersar o público, que se concentrou em peso para acompanhar a banda até o Farol da Barra.>
Levando para as ruas a proposta de um “Carnaval de paz” e resgatando a força das fanfarras, o grupo voltou a transformar a Avenida Oceânica em um verdadeiro “tapete de gente”. A movimentação em torno do trio começou cedo. Desde as 21h, fãs já circulavam pela região de Ondina, onde o Navio Pirata estava estacionado.>
Aos poucos, o espaço foi sendo tomado por pessoas que aguardavam a chegada da banda. Quando o trio iniciou o trajeto, a massa de gente se formou rapidamente. O avanço foi lento no início, especialmente no trecho que antecede o Clube Espanhol e o Morro do Gato, onde o aperto dificultou a circulação.>
Baiana System fechou o Furdunço com multidão
No primeiro momento, o deslocamento mais cadenciado acabou deixando de fora algumas das músicas mais populares do repertório. A virada veio justamente no Morro do Gato. Após uma breve espera provocada pela quebra de um trio elétrico à frente, da banda Pagod’art, a Baiana System conseguiu retomar o ritmo.>
Foi ali que os principais sucessos começaram a ecoar, transformando o circuito em um grande corredor de dança. A partir desse ponto, a festa seguiu até o Farol da Barra, com o público cantando e pulando ao som de músicas como Lucro, Forasteiro e outros hits já consagrados.>
Figura constante no Furdunço desde a consolidação do evento como espaço de valorização da cultura de rua e dos blocos sem cordas, a Baiana manteve também a tradição de convidar artistas que dialogam com a sua chamada Máquina de Louco. No Furdunço, estavam no Navio Pirata nomes como Luedji Luna, Liniker, Vandal e BNegão.>
Entre os foliões, havia gente de fora da Bahia que fez questão de viver a experiência de perto. A paulista Maria Fernandes, 35 anos, encarou a maratona mesmo com o aperto e a longa espera. “Eu conheci a Baiana em São Paulo, mas sempre ouvi que a experiência de verdade era aqui. É apertado, eu sou baixinha, mas vale muito a pena. Esperei mais do que imaginei, mas a energia é diferente de tudo”, contou.>
Para quem é de Salvador, acompanhar o encerramento do Furdunço pela Baiana System já virou compromisso anual. O soteropolitano João Santana, 28, segue a banda desde 2019. “Pra mim, o Carnaval só começa depois que a Baiana fecha o Furdunço. A multidão aumentou muito, mas eu não largo. Hoje ficou até melhor, é sábado. Não dava pra perder”, disse.>
O público diverso também chamou atenção. Jamile Silva, 43, foi ao Furdunço principalmente por causa da filha adolescente. “Ela acompanha tudo nas redes e insistiu muito pra vir, e agora eu estou gostando demais do som. Mesmo quem não conhece tanto as músicas acaba entrando no clima”, relatou.>
Entre atraso, aperto e explosão sonora, a Baiana System repetiu o ritual que já se tornou marca do Pré-Carnaval de Salvador: fechar o Furdunço com um mar de gente em movimento rumo à Barra — e, para muitos, marcar oficialmente o início do Carnaval.>
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