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Carol Neves
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 09:04
Uma moradora de Juiz de Fora (MG) afirma ter perdido 17 familiares em meio às chuvas que atingem cidades mineiras desde segunda-feira (23). >
Segundo Maria Aparecida Batista, três parentes morreram e outros 14 estão soterrados. Em entrevista à TV Integração, ela relatou que aguardava, no Cemitério Municipal, a chegada do corpo de um dos familiares - enquanto dois já haviam sido enterrados. “Perdi no total 17 da minha família, já foram dois enterrados e uma vai chegar agora às 14h, e tem 14 soterrados ainda”, disse.>
A mulher destacou que as equipes de resgate enfrentam dificuldades para localizar as vítimas. “Nunca aconteceu isso lá no bairro, é a primeira vez. Estão tendo muita dificuldade para achar os corpos, porque a terra está muito molhada, tem muito barro”, afirmou.>
Chuvas devastaram cidade mineira
Em meio ao luto, Maria Aparecida contou que tenta manter a força para apoiar os sobreviventes. “A cabeça fica triste, e ainda tenho que ser forte para dar apoio à minha família. Agora mesmo, uma desmaiou aqui. A gente tem que estar firme para dar força”, declarou.>
Dezenas de mortes>
Juiz de Fora e Ubá registram dezenas de mortes desde o início das chuvas. O número foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros na manhã de hoje.>
Ainda há registros de desaparecidos, além de famílias desabrigadas e desalojadas após deslizamentos de terra e enchentes. Durante a madrugada, as buscas precisaram ser suspensas por causa da intensidade da chuva na região.>
Até a noite anterior, 33 corpos haviam sido identificados e 30 liberados para as famílias em Juiz de Fora. Em Ubá, seis corpos foram localizados, identificados e também liberados.>
A Defesa Civil de Juiz de Fora emitiu alerta severo para risco de novos deslizamentos. O órgão orienta moradores que vivem em áreas de risco a deixarem imediatamente os locais.>
Autoridades estaduais e o Corpo de Bombeiros reforçaram o pedido para que a população saia das regiões vulneráveis. Segundo os órgãos, há relatos de pessoas que deixaram suas casas e depois retornaram. Eles alertam que sinais como trincas nas paredes e portas ou janelas emperrando indicam perigo. “Priorizem suas vidas”, orientaram.>