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PF investiga menções a Lulinha em esquema de fraudes no INSS

A investigação vai conferir se ele era "sócio oculto" do Careca do INSS

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 13:38

Lulinha, filho do presidente Lula
Lulinha, filho do presidente Lula Crédito: Reprodução

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que está apurando menções a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no inquérito que investiga desvios e descontos ilegais no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A notícia foi informada pelo Estadão. 

Segundo a PF, as referências a Lulinha surgiram em depoimentos e conversas entre terceiros, mas até o momento não há confirmação de sua participação direta nos fatos investigados. "Eventualmente confirmadas as citações e hipóteses criminais levantadas, e uma vez deferidas e cumpridas as medidas cautelares propostas, a Polícia Federal adotará todas as providências necessárias ao fiel cumprimento de sua missão constitucional", diz trecho da representação ao STF obtida pelo Estadão.

Lulinha por Reprodução

Citações e indícios

O filho do presidente foi mencionado em pelo menos três situações, de acordo com a PF. Em depoimento, o empresário Edson Claro, ex-sócio de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, relatou que ouviu de Antunes que Roberta Luchsinger, empresária e amiga em comum, faria lobby junto ao Ministério da Saúde e que Lulinha seria sócio do projeto. O relatório da PF detalha que Antunes afirmou ter enviado aproximadamente 25 milhões a Lulinha, sem esclarecer a moeda, e pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil, descritos como uma espécie de "mesada".

A Polícia Federal também citou viagens conjuntas de Lulinha e Luchsinger, com passagens emitidas sob o mesmo código de reserva, de São Paulo para Brasília e Lisboa, no período em que negócios estavam sendo fechados. Conversas entre o Careca do INSS e Luchsinger também fazem referência ao filho do presidente, incluindo pagamento de R$ 300 mil por mês para a empresa da empresária, "referente ao filho do rapaz", e apreensão de um envelope com ingressos para shows.

Investigações anteriores

Roberta Luchsinger foi alvo da Operação Sem Desconto, em dezembro, que incluiu busca e apreensão. Ela tinha contrato de consultoria com Antunes, recebendo R$ 1,5 milhão para auxiliá-lo em negociações com o governo federal. O Careca do INSS está preso desde setembro, suspeito de liderar esquema milionário de descontos indevidos em aposentadorias.

A PF destacou que, até o momento, os vínculos com Lulinha são indiretos, e o objetivo é esclarecer se houve envolvimento em movimentações empresariais relacionadas a Antunes.

Defesas e posicionamentos

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, classificou as citações como "ilações" e disse que se trata de "mais uma vilania, mais uma tentativa de desgastar o governo". Ele afirmou ao Estadão que o filho do presidente "não tem relação com as fraudes nem nunca foi sócio do Careca do INSS".

A defesa de Roberta Luchsinger informou que a empresária foi procurada apenas para atuar na regulação do setor de empresas de canabidiol e que os negócios "não chegaram a prosperar". Segundo os advogados, "nenhum contrato público foi jamais celebrado e nem mesmo negociado", e destacaram a amizade de anos entre Luchsinger e a família Lula.

O advogado de Antônio Antunes não comentou, alegando não ter acesso à íntegra do conteúdo extraído do celular dos investigados.

Em dezembro, o presidente Lula declarou: "quem estiver envolvido, será investigado. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado".