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Nauan Sacramento
Publicado em 30 de abril de 2026 às 18:01
Sob o codinome "policial novinho", o escrivão Odezio Graucio de Oliveira Junior teria anunciado serviços de acompanhante e publicado fotos seminu vestindo o uniforme da Polícia Civil de Mato Grosso. O caso, que viralizou em plataformas de conteúdo adulto, agora é alvo de apuração da Corregedoria-Geral, que investiga a conduta do servidor de 24 anos por quebra de decoro e uso indevido de símbolos institucionais. As informações foram divulgadas pelo Metrópolis. >
Nos anúncios vinculados ao perfil, o servidor supostamente oferecia programas por R$ 200 a hora, que incluíam desde atos sexuais até acompanhamento em jantares e passeios. Nas descrições, o anunciante prometia "segurança, total sigilo e discrição" aos clientes, utilizando características físicas e referências à sua profissão para atrair interessados.>
“Policial Novinho”: escrivão da PC é indiciado após postar foto em site de acompanhnetes com farda da corporação
O caso ganhou repercussão após imagens do policial vestindo apenas a camisa da Polícia Civil viralizarem nas redes sociais. A instituição confirmou, por meio de nota, que a Corregedoria já tomou conhecimento dos fatos e está adotando as "providências cabíveis" para apurar a possível infração disciplinar e o uso indevido de símbolos oficiais da corporação.>
Se confirmada a autenticidade das postagens, o escrivão poderá responder administrativamente, com sanções que variam de suspensão à demissão, uma vez que o estatuto dos servidores públicos veda condutas que comprometam a dignidade da função policial ou utilizem bens do Estado para fins privados e ilícitos.>
Em nota oficial, a defesa de Odezio Graucio de Oliveira Junior negou veementemente as acusações. Os advogados do servidor contestam a veracidade das imagens, levantando a suspeita de que o material possa ter sido alvo de manipulação digital.>
"As imagens atribuídas ao servidor são expressamente contestadas, inclusive quanto à autenticidade, origem, contexto, eventual adulteração, montagem, manipulação digital ou uso indevido de recurso de inteligência artificial", afirmou a equipe jurídica do escrivão. O caso segue sob sigilo administrativo enquanto a perícia analisa o material colhido nos sites de conteúdo adulto.>