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Carol Neves
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 12:16
O homem conhecido na região como protetor de animais, preso após a polícia encontrar cães mortos armazenados em um freezer, em Biguaçu, na Grande Florianópolis, passou à condição de réu por maus-tratos. Além dos animais congelados, quase 80 cães foram retirados do sítio durante a operação policial. >
De acordo com informações divulgadas pelo programa SC no Ar, a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina foi aceita pelo Tribunal de Justiça do estado. Com isso, o acusado tem prazo de dez dias para apresentar recurso na ação.>
A operação ocorreu em 7 de agosto, quando policiais localizaram cães desnutridos, doentes e mantidos em meio a lixo e condições consideradas insalubres. O responsável pelo local foi liberado da prisão no dia seguinte, mas ficou impedido pela Justiça de cuidar de qualquer animal.>
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Na época dos fatos, os advogados Lisiane Echeverria e Luiz Henrique de Souza afirmaram que o cliente é inocente e sustentaram que o congelamento dos animais mortos teria sido uma medida para evitar a disseminação de doenças entre os demais cães do sítio. Procurados novamente para comentar o avanço do processo, eles ainda não haviam se manifestado até a última atualização.>
Após o recebimento da denúncia, a defesa declarou que “a inserção do protetor Paulo ao processo não configura prova de culpa, mas a oportunidade de demonstrar de forma clara e inequívoca a sua inocência”.>
Os advogados também afirmaram: “Ressalte-se que a decisão de enfrentar o processo penal foi do próprio protetor Paulo, uma vez que, ainda na fase de inquérito, lhe foi oferecido o Acordo de Não Persecução Penal (instrumento legal destinado a evitar a ação penal), o qual foi expressamente recusado, justamente por optar pela plena apuração dos fatos em juízo e pela comprovação de que não praticou qualquer conduta ilícita”.>
Destino dos cães resgatados>
Após a ação policial, a Fundação Municipal de Meio Ambiente de Biguaçu (Famabi) informou que os cães foram distribuídos entre o Grupo de Operações e Resgate (GOR), a ONG Fiel Dog, voluntários da causa animal e a clínica veterinária Family Vet.>
Segundo o então presidente da Famabi, Marcondes Rodrigues Borba, os animais passaram por vacinação, castração e microchipagem, com a expectativa de posterior adoção. A fundação foi novamente consultada para informar se todos os cães já foram adotados, mas ainda não respondeu.>