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Tharsila Prates
Publicado em 30 de agosto de 2025 às 12:07
O governo do Rio Grande do Sul decretou três dias de luto pela morte do escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos, na madrugada deste sábado (30).>
O hospital Moinhos de Vento, onde ele estava internado, informou em nota que o cronista morreu às 0h40 deste sábado, devido a complicações decorrentes de uma pneumonia. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto na unidade de saúde.>
"O Rio Grande do Sul e o Brasil perdem um dos grandes nomes da literatura nacional, cuja obra marcou gerações de leitores com sacadas inteligentes e um humor peculiar para falar dos nossos desafios como brasileiros", escreveu o governador Eduardo Leite (PSD), na rede social X.>
"Em reconhecimento à sua trajetória e contribuição à cultura, decreto três dias de luto oficial no Estado. O Rio Grande do Sul se despede de um gênio da escrita, mas suas histórias seguirão entre nós, pois são imortais", complementou o gestor.>
Luis Fernando morava em Porto Alegre, na casa em que foi do pai dele, o também escritor Erico Verissimo, autor de O Tempo e O Vento, Olhai os Lírios do Campo e Incidente em Antares.>
O filho ilustre publicou mais de 70 livros, vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares e conquistou leitores com crônicas, contos e romances, destacando-se pelo humor refinado e pela capacidade de transformar situações do cotidiano em reflexões inteligentes e bem-humoradas.>
Iniciou a carreira no jornalismo em 1966, como revisor do jornal Zero Hora, na capital gaúcha, e lançou seu primeiro livro, O Popular, em 1973. Também assinou colunas em jornais como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da crônica brasileira.>
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também lamentou a morte do escritor nas redes sociais: "Dono de múltiplos talentos, cultivou inúmeros leitores em todo o Brasil com suas crônicas, contos, quadrinhos e romances. Criou personagens inesquecíveis, a exemplo do Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort. Como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo e defender a democracia".>