Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Carol Neves
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 12:51
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a condenação do arquiteto e ex-participante do Big Brother Brasil Felipe Prior pelo crime de estupro cometido em 2014, na capital paulista. A pena estabelecida é de oito anos de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. >
A decisão foi assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca no dia 19 de dezembro. Por se tratar de uma decisão monocrática, ainda existe a possibilidade de recurso. Mesmo com a condenação mantida, Prior segue respondendo ao processo em liberdade.>
Felipe Prior
A defesa do ex-BBB informou que, por enquanto, não irá se manifestar sobre o caso, de acordo com o G1.>
A condenação confirmada pelo STJ reflete entendimento já adotado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Em setembro de 2024, ao analisar um recurso apresentado pela defesa, desembargadores paulistas decidiram elevar a pena de seis para oito anos de reclusão, também em regime semiaberto.>
Felipe Prior responde, ao todo, a quatro processos por estupro. Dois deles resultaram em absolvição, um teve a condenação confirmada em instâncias superiores e outro ainda aguarda julgamento.>
Crime ocorrido em 2014>
Segundo os autos, Prior e a vítima moravam na Zona Norte de São Paulo e frequentavam o mesmo campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie. À época, ele costumava oferecer carona à mulher e a uma amiga em comum.>
Conforme a decisão de primeira instância, após uma festa universitária em agosto de 2014, Prior levou as duas colegas de carro. Depois de deixar a amiga em casa, seguiu com a vítima em direção à residência dela. Em uma rua próxima ao local, ele teria iniciado contatos físicos não consentidos e puxado a mulher para o banco traseiro do veículo.>
Ainda de acordo com a sentença, a vítima não conseguiu reagir por estar alcoolizada, momento em que o estupro teria sido consumado.>
Situação dos outros processos >
Além da condenação confirmada, Felipe Prior é citado em outros três processos por estupro:>
Absolvição em 2018: em maio deste ano, a Justiça absolveu Prior da acusação ligada ao InterFAU, evento esportivo realizado em Itapetininga. A denúncia relatava que a vítima teria sido violentada enquanto estava embriagada.>
Absolvição em 2025: em dezembro do ano passado, ele também foi absolvido de uma acusação referente a um caso ocorrido em Votuporanga, em fevereiro de 2015. Embora tivesse sido condenado em primeira instância a seis anos de prisão, os desembargadores entenderam que não havia provas suficientes para manter a sentença.>