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Você sabia? Sentir sede já é sinal de desidratação; veja o que acontece quando não se bebe água

Especialista alerta que urina escura e cansaço indicam sobrecarga do organismo

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 28 de março de 2026 às 05:00

beber água
Hábito tão comum que passa despercebido definir mais sua vida do que você pensa Crédito: Reprodução | Freepik

Sabe quando o dia está bem quente e a garrafa d'água vira nossa melhor amiga? Bom, não é só no calor que devemos insistir nessa parceria. A ingestão de água é essencial e a hidratação vai além de “matar a sede”. Sem ela, as chances de formação de cálculos renais aumentam, o que pode levar a intervenções cirúrgicas dolorosas e ao uso de cateteres.

De acordo com o urologista Nilo Jorge Leão, coordenador do Hospital Mater Dei Salvador, a sede é um sinal tardio. "Sede é o primeiro sinal, mas quando ela aparece você já começou a desidratar. Vêm junto boca seca, urina mais escura e em menor volume, dor de cabeça leve, cansaço e redução da concentração. Em atletas, queda de desempenho é um dos sinais mais precoces”, explica.

Água de coco por Reprodução

Um marcador prático para qualquer pessoa é a coloração da urina. O ideal é que ela seja amarela-claro, quase transparente. "Baixa ingestão de água concentra a urina, facilitando a cristalização de sais como cálcio e oxalato. Quanto mais concentrada a urina, maior o risco de cálculo renal [pedras nos rins]", acrescenta o especialista. Além disso, o baixo fluxo urinário favorece a proliferação bacteriana, elevando a recorrência de infecções urinárias.

O impacto clínico da baixa hidratação é confirmado por quem enfrentou crises agudas. Caso de Raul Piva, de 22 anos, que descobriu múltiplos cálculos na bexiga após negligenciar o consumo de água e enfrentar dores intensas que duraram até oito horas.

"Tive que realizar um procedimento chamado cistoscopia, pior procedimento da minha vida. A cirurgia, no entanto, foi bem tranquila. Hoje, com a rotina que levo, com trabalho e academia, consumo em média 2,5 litros a 3 litros de água por dia", relata.

Gemmime Gracielle, de 52 anos, descreve a recuperação como um processo difícil após a necessidade de colocar um cateter Duplo J para proteger o ureter. "Senti uma dor muito intensa nas costas, na altura dos rins. A dor só piorou, e a evolução foi muito rápida”, relembra.

Após passar por uma cirurgia para retirar as pedras, as quais guarda de recordação, Gemmime é sincera sobre o consumo de água. “Como não gosto de beber água, término negligenciando um pouco, tenho sempre infecção urinária por esta razão”, conta.

Fazer exercícios regularmente e ingerir a quantidade adequada de água são ações que ajudam a prevenir a trombose (Imagem: Inside Creative House | Shutterstock) por Imagem: Inside Creative House | Shutterstock

Embora consumir dois litros de água seja uma referência popular, o especialista reforça que a conta é individual. Fatores como peso corporal, nível de atividade física e o clima quente de regiões como a Bahia elevam essa necessidade. Em atletas, a perda de apenas 2% do peso corporal em água já prejudica a manutenção da temperatura corporal (termorregulação) e aumenta a frequência cardíaca.

O médico Nilo Jorge ressalta ainda que, embora sucos e chás contribuam, a água pura deve ser a base. "Café e chás têm efeito diurético leve e não substituem a água. Hidratar-se corretamente ajuda até no controle de peso, pois o cérebro muitas vezes confunde a sensação de sede com a de fome", indica.

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Saúde Água Beber Água Perigosos