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Chevrolet Onix tem visual atualizado e garantia de 5 anos; confira os preços

Renovação chega em um momento de queda da marca no mercado nacional

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 31 de agosto de 2025 às 11:00

Depois de quase seis anos, a segunda geração do Onix foi atualizada
Depois de quase seis anos, a segunda geração do Onix foi atualizada Crédito: Divulgação

Os números revelam a importância do Onix para a Chevrolet no mercado brasileiro. Em 100 anos, a empresa produziu 20 milhões de veículos no país, 3 milhões foram do Onix, volume superior ao de modelos como Corsa, Celta e Chevette. Além de ser o carro de maior sucesso por aqui, ele liderou as vendas de 2015 até 2020.

O Onix foi apresentado no final de 2012 e ganhou uma nova geração sete anos depois. Por conta da pandemia e por uma visão equivocada da direção global, só agora essa segunda geração foi atualizada. Apesar de discretas, as alterações abrangeram muitos detalhes, desde a estética exterior até a garantia, que passou de três para cinco anos.

No visual externo, a principal novidade é a dianteira redesenhada, com destaque para a grade e o para-choque. Inclusive, a opinião dos clientes foi relevante na mudança dessa última peça, que teve seu ângulo de ataque ampliado em 30%. Dessa forma, fica mais fácil transpor obstáculos como quebra-molas e valetas sem raspar.

Sobre os consumidores, a Chevrolet informa que 65% utilizam o carro para deslocamento do dia a dia e 35% fazem uso profissional. Quem utiliza o Onix para o trabalho, passando mais tempo no veículo, vai notar logo que os bancos dianteiros oferecem espuma mais macia, revestimentos mais flexíveis e suporte lombar aprimorado.

Nas versões LTZ, Premier e RS, que utilizam faróis full led, a eficiência luminosa cresceu 61% em comparação com o anterior. Essas mesmas configurações também agregaram um quadro de instrumentos digital de oito polegadas, o mesmo que foi aplicado no Spin no ano passado. Nesse caso, ele é integrado à uma central multimídia com tela de 11 polegadas. Para completar, em todas as opções, o acabamento interno tem novas padronagens e grafismo.

Todas as opções possuem seis airbags. Essa é a cabine da versão RS por Divulgação

PROPULSÃO E MERCADO

A empresa manteve o conjunto motriz, mas atualizou o propulsor 1 litro turbo de três cilindros. Ele ganhou injeção direta, mesma solução empregada no Tracker. Assim, esse motor rende 115 cv de potência com gasolina e/ou etanol. O torque é de 16,3 kgfm com gasolina e 16,8 kgfm com etanol. Um dos seus destaques é a eficiência energética - com gasolina faz 13,7 km/l na cidade e 17,7 km/l na estrada.

A outra opção é o motor 1 litro aspirado, também de três cilindros. Com gasolina, ele entrega 80 cv de potência e 10,2 kgfm de torque. Com etanol, passa para 82 cv e 10,6 kgfm. Seu consumo com gasolina é de 13,5 km/l na cidade e 16,3 km/l em rodovias.

No total, são sete versões para a carroceria hatch e seis para o sedã (Plus). As opções mais acessíveis são a 1 litro aspirado com câmbio manual (seis marchas), que custa R$ 99.990 (hatch) e R$ 106.790 (sedã). A seguir, vem a primeira versão com motor 1 litro turbo e câmbio manual, oferecida por R$ 107.290 (hatch) e R$ 113.990 (sedã). Na sequência, a primeira configuração com propulsão turbo e câmbio automático (seis marchas): R$ 112.290 (hatch) e R$ 118.990 (sedã).

O hatch tem outras quatro opções, sempre com motor turbo e câmbio automático: LT (R$ 118.290), LTZ (R$ 123.490), Premier (R$ 129.190) e RS (R$ 130.190). O sedã tem outras três: LT (R$ 123.790), LTZ (R$ 129.990) e Premier (R$ 136.490).

O bagageiro do hatch tem capacidade para 303 litros e o do sedã, 500 litros
O bagageiro do hatch tem capacidade para 303 litros e o do sedã, 500 litros Crédito: Divulgação

MOMENTO COMPLEXO

Desde que perdeu a liderança do mercado em 2020, após passar cinco anos no topo, a Chevrolet vem perdendo participação de mercado. A empresa da General Motors foi impactada pela crise dos semicondutores, o que afetou a oferta do Onix, seu principal produto.

A matriz da empresa também contribuiu. A direção global, em Detroit (EUA), apostou que os veículos elétricos seriam protagonistas e deixou de evoluir os modelos a combustão. A atual geração da S10, por exemplo, que chegou ao mercado brasileiro em 2012, deveria estar em uma nova geração dez anos depois. Não aconteceu, e a picape ganhou ajustes na geração atual ano passado. O Onix teve o mesmo destino, os ajustes promovidos agora deveriam ter ocorrido entre 2022 e 2023.

Além disso, a chegada de diversas empresas chinesas e o avanço da Stellantis e da Volkswagen tiraram vendas da Chevrolet. No fechamento da primeira quinzena deste mês, a empresa da GM foi ultrapassada pela Hyundai. Dessa forma, o mercado de automóveis e comerciais leves na metade de agosto fechou com liderança da Fiat (21,5%), VW (18,4%) em segundo, Hyundai (9,7%) em terceiro e a GM (9,3%) em quarto.

No entanto, com a atualização recente do Tracker, agora do Onix, a previsão de lançamento de dois elétricos acessíveis (Spark e Captiva) e a chegada de um produto inédito no ano que vem, para concorrer com Fiat Pulse e VW Tera, mantém a esperança de retomada da marca.

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA GM