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Entre a violência e a Justiça: ataques a estudantes, assédio moral e caso Davi Fiuza

Confira a coluna na íntegra

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 18 de maio de 2026 às 05:00

Não é de hoje que a violência produzida pelo crime organizado extrapola os ambientes já conflagrados e chega a espaços onde o combate acontece sem armas: a educação. Em Feira de Santana, em menos de 15 dias, quatro estudantes foram vítimas da crueldade — apenas dois sobreviveram.

No último dia 14, Richel Pereira de Oliveira, de 15 anos, e um colega foram sequestrados na porta da escola, no bairro Jardim Acácia. Richel foi encontrado morto no bairro Aviário. No dia 28 de abril, Daniel Lôbo de Jesus, 15, foi executado na porta do Colégio Assis Chateaubriand, no Sobradinho. Outro aluno também foi atingido, mas sobreviveu.

Os casos mostram que o poder paralelo ampliou seu alcance e passou a atingir até ambientes que deveriam representar proteção, aprendizado e esperança para jovens e adolescentes.

Quatro estudantes são atacados na porta de escola
Quatro estudantes são atacados na porta de escola Crédito: Reprodução
Quatro estudantes são atacados na porta de escola por Reprodução

Assédio moral: “ex-presidiária”

Uma ex-funcionária de uma loja de produtos naturais em Salvador deverá receber R$ 15 mil de indenização por danos morais após comprovar assédio moral no ambiente de trabalho. A decisão foi dada no último dia 12 pelo juiz Milton José Mello Júnior, do Tribunal Regional do Trabalho.

Segundo o processo, a trabalhadora era chamada de “ex-presidiária” pela gerente por causa de uma tatuagem e sofria constrangimentos ligados à cobrança de produtos vencidos. Testemunhas confirmaram que valores deixavam de ser pagos em premiações quando mercadorias passavam da validade.

Além da indenização, a Justiça determinou o pagamento de horas extras. “Além de representar uma violência psicológica, esse tipo de conduta afronta diretamente o direito à ressocialização”, afirmou o advogado da vítima, Ives Bittencourt.

Justiça do Trabalho por Fabrício Ferrarez/Secom TRT-5

Caso Davi Fiuza

As duas últimas testemunhas de acusação do caso Davi Fiuza serão ouvidas na próxima segunda-feira (25), no Fórum de Sussuarana, em Salvador.

Sete policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) pelo desaparecimento do adolescente, então com 14 anos, ocorrido em 2014 durante uma operação da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/São Cristóvão).

Segundo o MP, os policiais participavam de um curso de nivelamento realizado na localidade de Vila Verde e em outras áreas da capital baiana quando Davi desapareceu.

Davi Fiúza por Reprodução