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Como pagar menos imposto com Airbnb em 2026: veja despesas que você pode abater

Taxas da plataforma, condomínio e limpeza entram no cálculo; entenda as regras

  • Foto do(a) author(a) Matheus Marques
  • Matheus Marques

Publicado em 18 de março de 2026 às 20:17

 Declaração do Imposto de Renda exige que contribuintes reúnam uma série de documentos.
Declaração do Imposto de Renda exige que contribuintes reúnam uma série de documentos. Crédito: Foto: Shutterstock/kenchiro168.

Para o anfitrião que aproveita a alta temporada para faturar, o Imposto de Renda 2026 traz um alívio. A ampliação da faixa de isenção para R$5.000,00 mensais retira boa parte dos locadores da mira do imposto imediato. De todo modo, estar isento não significa ficar invisível. O registro no sistema carnê-leão web (via e-CAC) continua sendo a melhor forma de garantir a origem lícita do seu dinheiro e evitar dores de cabeça futuras.

O segredo para pagar menos

Um erro fatal é declarar o valor bruto pago pelo hóspede. A Receita permite abatimentos estratégicos que enxugam a base de cálculo. Você deve declarar apenas o valor líquido que entra na conta, já descontada a taxa de serviço da plataforma. Além disso, despesas de custeio como IPTU e condomínio podem ser abatidas, desde que o ônus seja do locador. Gastos com manutenção e limpeza, essenciais para a geração da receita e comprovados com nota fiscal, também entram no livro caixa para reduzir o imposto devido.

Cerimônia de sanção do Novo IR. por Foto: Diogo Zacarias/MF

Para garantir que as deduções sejam aceitas sem contestação, o anfitrião deve ser rigoroso com a documentação. Gastos com reformas leves, decoração ou pequenos reparos só podem ser abatidos se houver emissão de nota fiscal de serviço (NFS-e) ou cupom fiscal detalhado. Recibos simples ou 'papéis de pão' não possuem validade jurídica perante o Leão. Além disso, se você paga uma empresa de limpeza para preparar o imóvel entre um hóspede e outro, esse custo operacional é totalmente dedutível e ajuda a reduzir o lucro tributável. O segredo para proteger sua rentabilidade na alta estação é transformar cada custo de manutenção em um comprovante fiscal válido, garantindo que o imposto incida apenas sobre o ganho real, e não sobre o faturamento bruto.

Cálculo progressivo e prazos

Se o seu faturamento mensal superar os R$5 mil, você entra na tabela progressiva. Valores entre R$5.000,01 e R$7.350,00 contam com uma redução gradual, mas ganhos que superam esse patamar podem chegar à alíquota de 27,5%. O planejamento é a chave. Manter os recibos organizados mês a mês evita que o lucro da temporada seja engolido por multas de atraso no recolhimento do DARF mensal.

Tags:

Brasil Economia Imposto de Renda