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Matheus Marques
Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 19:26
O setor produtivo baiano, com forte peso no agronegócio, acompanha com lupa as novas medidas de salvaguarda de Pequim. Ao taxar em pesados 55% a carne bovina brasileira que ultrapassa os limites estabelecidos, a China envia um recado claro de protecionismo ao seu rebanho local. >
Na prática, o Brasil terá que "aprender a viver" com um teto de 1,1 milhão de toneladas, volume sensivelmente menor do que o comercializado nos últimos anos. >
Com a dificuldade de escoar a produção para o gigante asiático, o setor projeta um buraco de até US$ 3 bilhões nas receitas de exportação do país. Para o brasileiro, esse represamento tem um efeito cascata: a oferta interna deve subir drasticamente. Se por um lado o pecuarista do oeste baiano se preocupa com a queda no preço da arroba, por outro, o consumidor final já vislumbra uma queda nos preços do varejo. >
Mas, então para onde vai toda essa carne? Analistas indicam que o redirecionamento da carne para o mercado doméstico é inevitável. Sem o dreno chinês levando as melhores peças, o mercado interno passará por um choque de oferta. O resultado prático para o baiano deve ser uma redução gradual no custo da proteína nas gôndolas, revertendo a tendência de alta que marcou o último período. >