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Matheus Marques
Publicado em 31 de março de 2026 às 11:24
A Páscoa de 2026 impõe um desafio severo ao planejamento financeiro das famílias brasileiras. Com reajustes que superam amplamente a inflação oficial, os ovos de chocolate batem recordes de preço, registrando altas que chegam a 25%. O paradoxo é que o valor do cacau no mercado internacional começou a cair, mas esse alívio financeiro ainda não cruzou a porta dos supermercados. >
Júri do Correio Experimenta Ovos de Páscoa 2026
Para o pai ou mãe de família, a conta é amarga. Em um cenário onde dois ovos de tamanho médio podem comprometer até 15% de um salário-mínimo, a tradição de presentear os filhos exige agora um malabarismo para não desequilibrar as contas do mês.>
A explicação para os preços elevados, apesar da melhora no cenário externo, reside no tempo de fabricação. A indústria nacional produziu os ovos deste ano utilizando matéria-prima comprada quando o cacau estava em seu preço mais caro na história. >
Além do chocolate em si, o custo de vida no Brasil elevou o gasto com itens que o consumidor nem sempre percebe, como o papel alumínio das embalagens, o plástico dos brindes e o combustível dos caminhões que levam os produtos até as cidades. Essa pressão logística impede que o desconto visto lá fora chegue ao carrinho de compras de forma imediata.>
Diante de valores que muitos consideram proibitivos, o comportamento do consumidor brasileiro em 2026 está migrando do impulso para o pragmatismo. A tendência observada nesta temporada é a substituição dos ovos tradicionais por opções que entregam mais volume por um preço menor, como as barras de chocolate, caixas de bombons e a crescente produção artesanal. >
Preservar a tradição tornou-se um exercício de pesquisa de preços, onde a fidelidade às grandes marcas dá lugar à busca pelo melhor custo-benefício, garantindo que o feriado não termine com uma dívida difícil de pagar no cartão de crédito.>