Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Usar gov.br em computador público é seguro? Veja como proteger sua senha

Especialistas explicam os riscos de salvar senha em dispositivos compartilhados e mostram medidas simples para evitar acessos indevidos

  • Foto do(a) author(a) Amanda Cristina de Souza
  • Amanda Cristina de Souza

Publicado em 18 de março de 2026 às 10:00

Computadores de uso coletivo frequentemente carecem de antivírus atualizados, sendo hospedeiros ideais para softwares que capturam tudo o que é digitado (keyloggers), enviando o acesso do Gov.br diretamente para golpistas
Computadores de uso coletivo frequentemente carecem de antivírus atualizados, sendo hospedeiros ideais para softwares que capturam tudo o que é digitado (keyloggers), enviando o acesso do Gov.br diretamente para golpistas Crédito: Pexels, Ryutaro

Você já precisou acessar o gov.br fora de casa, em um computador de biblioteca, lan house ou até de um café? Pode parecer prático salvar a senha nesse dispositivo para facilitar o acesso, mas esse hábito pode representar um risco significativo.

Especialistas em segurança digital alertam que salvar a senha do gov.br em computadores de uso coletivo pode expor dados pessoais e facilitar acessos indevidos, já que esses equipamentos nem sempre contam com mecanismos adequados de segurança, como proteção contra armazenamento de credenciais ou acesso por terceiros.

EXPOSIÇÃO DE DADOS: Ao acessar o SouGov em máquinas de terceiros, o servidor público corre o risco de deixar expostos dados sensíveis, como margem consignável e endereço residencial, caso o navegador armazene a sessão ativa por GOV BR

Acesso fora de casa é onde começa o risco

O problema começa pelo ambiente. Ao contrário do computador pessoal, dispositivos compartilhados estão fora do controle do usuário, incluindo as configurações de segurança e o histórico de navegação e uso por terceiros.

Entre os principais riscos está a possível presença de malwares e keyloggers, programas maliciosos capazes de registrar informações digitadas, como CPF e senha. Com esses dados, terceiros podem acessar ou tentar acessar serviços vinculados à conta.

Salvar a senha é o atalho que vira dor de cabeça

Outro erro comum é permitir que o navegador memorize a senha.

Em computadores de uso coletivo, isso pode significar que:

  • outro usuário consiga acessar a conta posteriormente;
  • dados armazenados possam ficar visíveis ou recuperáveis no sistema;
  • as credenciais permaneçam disponíveis mesmo após o encerramento da sessão.

Vale lembrar que a conta gov.br é pessoal e de uso exclusivo do titular, e o uso indevido pode gerar consequências, incluindo fraudes em nome do titular.

O tamanho do problema: o que está em jogo

O login do gov.br concentra o acesso a diferentes plataformas públicas, como Receita Federal, SUS, INSS, além de serviços relacionados a benefícios sociais e dados patrimoniais.

Nem sempre dá para perceber: como os ataques acontecem hoje

Os golpes digitais evoluíram e nem sempre dependem apenas de falhas diretas do usuário. Relatos e análises do setor indicam que criminosos têm explorado vulnerabilidades em ambientes aparentemente confiáveis, inclusive por meio de páginas que simulam portais oficiais.

Na prática, isso pode ocorrer de diferentes formas. Em alguns casos, malwares são instalados sem aviso prévio e passam a monitorar a atividade do usuário. Em outros, páginas falsas reproduzem com alto grau de semelhança sites oficiais, induzindo o preenchimento de dados sensíveis.

Há ainda situações em que informações podem ser interceptadas durante a navegação, especialmente em dispositivos sem proteção adequada — um risco ampliado em computadores compartilhados.

Por isso, o alerta vai além do comportamento individual: o risco também está no ambiente. Em máquinas de uso coletivo, não há como garantir o nível de segurança do sistema.

O risco vai além do comportamento do usuário

Nesse cenário, o alerta não se limita ao cuidado individual. A segurança no acesso a contas digitais depende também das condições do ambiente em que o login é realizado.

Em dispositivos compartilhados, não há garantias sobre a integridade do sistema, a eventual presença de programas maliciosos ou o nível de atualização do navegador. Na prática, isso significa que, mesmo adotando precauções básicas, o usuário pode estar exposto a ameaças não perceptíveis.

Em outras palavras, o próprio ambiente pode comprometer a segurança das informações sem apresentar sinais claros de risco. Por isso, especialistas recomendam evitar o uso de computadores públicos sempre que possível — especialmente para acessar contas que concentram dados sensíveis, como a do gov.br.

Como se proteger ao acessar fora de casa

Se não houver alternativa ao uso de computadores compartilhados, algumas medidas ajudam a reduzir os riscos:

  • evite salvar login e senha no navegador;
  • utilize o modo anônimo, sempre que possível;
  • não selecione opções como “lembrar senha”;
  • encerre a sessão ao finalizar o acesso.

Além disso, especialistas recomendam ativar a verificação em duas etapas no aplicativo gov.br. Com esse recurso, mesmo que a senha seja comprometida, será necessário um código adicional gerado no celular.

O que fazer em caso de suspeita de fraude

Se houver qualquer indício de uso indevido da conta, a recomendação é agir rapidamente para limitar possíveis prejuízos. O primeiro passo é alterar a senha imediatamente, de preferência utilizando um dispositivo pessoal e seguro.

Na sequência, recomenda-se verificar o histórico de acessos e atividades disponível na plataforma do gov.br, a fim de identificar movimentações não reconhecidas pelo titular.

Outra medida importante é ativar a verificação em duas etapas. Com esse recurso, mesmo que a senha tenha sido comprometida, o acesso passa a exigir uma confirmação adicional, o que dificulta novas tentativas de acesso indevido.

A depender da situação, também pode ser necessário acionar os canais oficiais de atendimento dos órgãos vinculados à conta para comunicar o ocorrido e adotar providências adicionais.

A orientação mais importante para proteger sua conta

Pode parecer um detalhe, mas salvar senhas em computadores de uso coletivo amplia, sem necessidade, a exposição a riscos digitais. Em ambientes compartilhados, não há controle sobre o histórico da máquina, programas instalados ou possíveis formas de monitoramento.

Na prática, uma ação simples — como permitir que o navegador memorize a senha — pode tornar as informações acessíveis a terceiros, mesmo após o encerramento do uso. No caso do gov.br, isso envolve dados sensíveis e serviços vinculados ao CPF.

Por isso, a orientação é direta: evite armazenar senhas fora de dispositivos pessoais. Se precisar acessar sua conta em um equipamento compartilhado, redobre a atenção e verifique se nenhum dado foi salvo.

No fim, vale a regra mais simples: se o computador não é seu, a senha também não deve ficar nele.