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Fernanda Varela
Publicado em 5 de abril de 2026 às 11:00
Você provavelmente já viu vídeos de um homem nadando e até montando um hipopótamo como se fosse um animal doméstico. A cena impressiona, mas tem um desfecho trágico. Em novembro de 2011, o fazendeiro sul-africano Marius Els morreu após ser atacado pelo próprio animal que criou como estimação.>
A relação entre os dois começou quando Humphrey ainda era filhote. O animal foi resgatado durante uma enchente e levado para a fazenda de Els, na província de Free State, na África do Sul. Com o tempo, o hipopótamo cresceu dentro da propriedade e passou a ser tratado como parte da família.>
A tragédia de Marius Els
Marius alimentava o animal, convivia de perto com ele e chegou a nadar e subir em suas costas. Em entrevistas, dizia que Humphrey era como um filho e que, apesar do tamanho e da força, confiava totalmente no comportamento do animal.>
Humphrey chegou a pesar cerca de 1,2 tonelada e se tornou conhecido nas redes sociais após vídeos mostrarem essa convivência incomum. As imagens viralizaram e chamaram atenção pela aparente docilidade do hipopótamo.>
Apesar disso, especialistas já alertavam para os riscos. Hipopótamos estão entre os animais mais perigosos da África, são altamente territoriais e responsáveis por ataques frequentes a humanos, mesmo sem provocação.>
A tragédia aconteceu dentro da própria fazenda. Segundo relatos da época, o animal atacou o dono, o mordeu e o arrastou para a água. O corpo foi encontrado submerso, com marcas de mordidas, próximo à represa da propriedade.>
Vizinhos afirmaram que o comportamento do hipopótamo já levantava preocupações, especialmente após episódios em que o animal deixou a fazenda e circulou por áreas próximas.>
O caso ganhou repercussão mundial e, anos depois, voltou a circular nas redes sociais, muitas vezes sem o contexto completo. A história que parecia de amizade acabou se tornando um alerta sobre os limites da convivência entre humanos e animais selvagens.>
Mesmo criados desde filhotes, esses animais mantêm seus instintos naturais. E, no caso de espécies como o hipopótamo, isso pode representar um risco real e imprevisível.>