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Fernanda Varela
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 13:29
A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Andressa Urach voltou a provocar forte reação negativa nas redes sociais após divulgar um áudio trocado com o filho, Arthur Urach. O material, compartilhado por ela na sexta-feira (2), foi interpretado por internautas como contendo declarações de conotação erótica entre mãe e filho, o que causou choque e desconforto generalizados.>
Andressa Urach
A divulgação ocorreu pouco depois de Andressa anunciar uma parceria profissional com Arthur em uma plataforma de conteúdo adulto. A reportagem optou por não reproduzir as declarações ditas no áudio, mas usuários apontaram que a linguagem utilizada ultrapassa limites socialmente aceitáveis por envolver relação familiar. No material, ambos brincam sobre sexo oral. Comentários de repúdio se multiplicaram, com pedidos de retirada do conteúdo e críticas à exposição.>
Reação e explicações>
Após a repercussão, Andressa afirmou que a divulgação teria ocorrido a pedido de seguidores e que estaria apenas atendendo à demanda do público. Arthur, por sua vez, já declarou em entrevistas anteriores que atua há anos como cinegrafista e editor do conteúdo da mãe e que vê a relação como estritamente profissional, auxiliando em aspectos técnicos como enquadramento e iluminação.>
Apesar das explicações, a repercussão seguiu intensa, com usuários classificando o conteúdo como inadequado e questionando a normalização de declarações íntimas envolvendo vínculos familiares.>
É crime?>
O caso também gerou dúvidas sobre possíveis implicações legais. No Brasil, o incesto não é tipificado como crime de forma automática quando envolve adultos capazes e consententes. Ou seja, não existe no Código Penal um artigo que criminalize, por si só, a relação entre parentes maiores de idade.>
No entanto, a produção e a divulgação pública de conteúdo sexual envolvendo familiares podem configurar outros crimes, a depender do contexto. Situações assim podem ser analisadas sob enquadramentos como violação à dignidade da pessoa humana, exposição sexual indevida, exploração econômica, abuso psicológico ou outros ilícitos, especialmente quando há monetização do conteúdo ou ampla repercussão pública.>
Além disso, qualquer indício de coação, dependência emocional, vulnerabilidade ou histórico de abuso pode levar à abertura de investigação, mesmo que os envolvidos sejam adultos. Por isso, cada caso é analisado individualmente pelas autoridades.>
Até o momento, não há informação sobre abertura de investigação formal. O episódio segue repercutindo nas redes sociais, com debate intenso sobre limites, ética e responsabilidade na produção e divulgação de conteúdo.>