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Felipe Sena
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 18:52
A atriz Nina Baiocchi, que interpreta Vânia em “Coração Acelerado”, novela das sete que estreou nesta semana, foi assaltada em São Paulo, nesta quinta-feira (15), e usou as redes sociais para desabafar e pedir ajuda para encontrar criminosos que a atacaram e a deixam cheia de ferimentos nas mãos e nos braços. >
No relato, aos prantos, a atriz diz que o crime aconteceu no dia 10 de janeiro, às 23h59. Os criminosos quebraram o vidro do Uber onde ela estava e lavaram seu celular, desbloqueado, e revelou que chegou a reagir no momento.>
Nina Baiocchi
“Eu sei que muitas pessoas dizem que não é recomendado reagir nessas situações, mas eu tive uma reação instintiva. Não me lembro direito do que aconteceu. Quando vi, já estava correndo atrás deles, gritando por ajuda no meio da rua, com as mãos e os braços cheios de sangue”, detalhou.>
No vídeo, a atriz pediu ajuda para marcar autoridades que possam a ajudar a encontrar os criminosos. “Eu fiz boletim de ocorrência, tenho testemunhas oculares e imagens das câmeras de segurança de estabelecimentos próximos”, escreveu na legenda.>
Ao chegar em casa, a atriz disse que pediu ajuda da mãe para ser levada ao hospital. “Recebi alguns pontos, mas o que mais me deixa chateada com toda essa situação foi saber que me senti impotente, fraca e burra. E, pra mim, o pior de toda essa situação é saber que existia um posto policial a cinco minutos de onde tudo aconteceu”, desabafou.>
Ainda na publicação, a atriz mostrou revolta com a violência na sociedade. “Uma sociedade não se mede pelo que ela promete, mas, sim, pelo que ela tolera. E o que a gente está tolerando? Eu sei que, no Brasil, muitas vezes a Justiça não é justa. Mas eu não vou me contentar com a impunidade”, declarou.>
Na sequência, ela rebateu: “Eu não vou entender, com normalidade, alguém falar que é era culpa minha estar mexendo no celular fora de casa à noite. Quando nada acontece, pode acontecer de novo. Com outra mulher, em outro carro, em outra noite. E a culpa nunca, nunca pode ser de quem estava mexendo no celular. A culpa é de quem ataca”, garantiu.>
No fim, ela pontuou: “Eu não quero que esse vídeo seja só um desabafo, quero que seja um pedido e também um aviso: não dá mais pra fingir que violência é normal. Enquanto a violência for tolerada, ela continua. E eu me recuso, me recuso a aceitar isso em silêncio”, encerrou.>