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Agência Correio
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 07:00
Um anúncio de emprego na Suíça chocou a internet ao declarar que candidatos da Geração Z não eram bem-vindos em sua equipe. O caso da empresa Fit for Care expôs um estigma que vinha crescendo silenciosamente no mercado. >
A polêmica revela um abismo entre o que os empresários tradicionais esperam e o que os jovens profissionais buscam hoje. Enquanto patrões pedem produtividade, os jovens exigem ambientes saudáveis e lideranças decentes.>
Essa situação não é isolada e é construída com base na crença de “aprender apanhando”. A medida gera debates acerca da disponibilidade da mão de obra qualificada no mercado profissional no presente e no futuro.>
Trabalho entre gerações
Muitos gestores apontam que os jovens são sensíveis demais e pedem flexibilidade em excesso para entregar pouco. No entanto, o aumento de faltas por doença esconde mudanças profundas no ritmo intenso e na pressão do trabalho.>
A saúde mental deixou de ser apenas uma simples campanha de mural para se tornar uma exigência real de rotina. Os jovens preferem trocar de emprego a suportar ambientes tóxicos ou tarefas sem sentido.>
Na prática, esses profissionais buscam três pilares fundamentais para performar bem: clareza nas metas, autonomia nas decisões e feedback frequente. Eles fogem da microgestão e de modelos antigos baseados no controle.>
Consequentemente, a figura do chefe distante perde espaço para a do mentor que orienta e reconhece as entregas. Liderança boa para eles é aquela que explica o porquê de cada decisão tomada e alinha todas as expectativas.>
Em São Paulo, o mercado competitivo exige que as empresas treinem seus líderes para reduzir ruídos de comunicação. Ganhar no grito agora custa caro, pois aumenta a rotatividade e derruba a produtividade geral.>
O desafio é criar ambientes onde os talentos consigam crescer e produzir sem precisar adoecer no processo.>