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Cientistas criam colar com IA que ajuda quem teve AVC a voltar a falar

Aparelho inteligente interpreta sinais do pescoço para gerar frases completas

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 13:00

Tecnologia inovadora promete autonomia para pacientes em reabilitação motora
Tecnologia inovadora promete autonomia para pacientes em reabilitação motora Crédito: Divulgação/University of Cambridge

Cientistas do Reino Unido acabam de criar uma solução revolucionária para a disartria, um distúrbio motor da fala causado por lesões neurológicas. Um dispositivo inteligente, colocado ao redor do pescoço, ajuda na reconstrução da fala sem procedimentos invasivos.

Segundo a publicação do Interesting Engineering, em janeiro deste ano, a tecnologia foca em pacientes que sofreram AVC recentemente.

AVC: reconheça os sinais antes que seja tarde por Anna Bizon

Inteligência artificial no pescoço

Batizado de Revoice, o sistema nasceu em laboratórios da prestigiada Universidade de Cambridge.

Ele utiliza sensores potentes e IA para monitorar as tentativas de comunicação do paciente.

O segredo está no funcionamento simultâneo de dois modelos digitais distintos. Um foca nas vibrações da garganta, enquanto o outro lê as emoções e o contexto do dia.

Mecanismo de leitura dos sinais

A grande vantagem é que o Revoice não exige cirurgias para implantar eletrodos. O colar monitora os batimentos cardíacos e os movimentos sutis da musculatura do pescoço.

Consequentemente, o aparelho converte esses impulsos físicos em palavras audíveis de forma rápida. O resultado final é uma voz mais humana e próxima do som original do paciente.

Dados que impressionam pesquisadores

Os resultados dos testes revelaram uma precisão incrível com erro de apenas 4,2% por palavra.

Além disso, a falha em frases complexas foi de somente 2,9% durante as avaliações.

“Quando as pessoas têm disartria após um AVC, isso pode ser extremamente frustrante para elas”, destacou Occhipinti, segundo o Interesting Engineering. O pesquisador entende que a falha na conexão cérebro-garganta gera muita angústia.

Efeito na família e reabilitação

A barreira na fala costuma gerar um acúmulo de estresse entre doentes e familiares.

Assim, o dispositivo surge como uma ponte de comunicação vital durante todo o tratamento. Como a recuperação da disartria é lenta, ter autonomia faz toda a diferença.

Conforto e utilidades diversas

O design do aparelho foi pensado para ser prático, leve e higiênico no dia a dia.

Além disso, sua IA consome pouca energia, facilitando o transporte para qualquer lugar.

Futuramente, essa tecnologia pode atender quem sofre de Parkinson ou doenças motoras. Dessa maneira, mais pessoas terão a chance de se expressar com clareza novamente.