Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Agência Correio
Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 16:00
O deserto da Arábia revelou um segredo milenar escondido sob suas areias escaldantes no norte saudita. Cientistas encontraram uma coleção rara de animais mumificados em uma caverna isolada próxima de Arar.>
O local revelou evidências que desafiam o conhecimento atual sobre a preservação de mamíferos. >
Caverna permanente, na Finlândia
Dentro da cavidade, os especialistas encontraram sete múmias de guepardos em estado impecável. >
Além disso, foram coletados ossos de mais 54 felinos que viveram na região antigamente. Os testes revelaram que os indivíduos mumificados possuem entre 130 e 1.870 anos.>
Joan Madurell-Malapeira relatou "nunca ter visto uma preservação tão extensa e bem conservada de felinos de grande porte em um único local". >
Portanto, a descoberta surpreendeu a comunidade internacional pelo seu estado de conservação. O achado é considerado algo totalmente extraordinário.>
Cientistas acreditam que o clima seco do deserto garantiu a integridade dos corpos.>
Além disso, as temperaturas constantes no interior da caverna foram essenciais para o processo. Dessa maneira, o ambiente natural impediu a decomposição total dos tecidos ao longo do tempo.>
Outro ponto importante foi a ausência de animais necrófagos como hienas ou aves. Como as carcaças ficaram protegidas, os processos biológicos de degradação foram drasticamente reduzidos. >
Esse cenário incomum permitiu que felinos de grande porte fossem encontrados quase intactos hoje.>
Cavernas baianas
A equipe investiga agora os motivos para a concentração de tantos animais ali. Uma teoria provável é que a caverna servia como refúgio para o nascimento. Assim, as mães protegiam seus filhotes de perigos externos durante os primeiros meses.>
Ahmed Boug descreveu a descoberta como algo de importância "inédita" para a ciência. Segundo o pesquisador, encontrar tais registros permite compreender melhor a história desses animais.>
No futuro, essas informações podem ajudar a trazer os guepardos de volta para a região.>