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Especialistas investigam efeito do 'barulho natural' da Terra sobre o zumbido do ouvido e a insônia nos humanos

Oscilações naturais do planeta voltam a subir e levantam dúvidas sobre efeitos no corpo e na tecnologia

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 3 de março de 2026 às 19:00

Especialistas monitoram mudanças eletromagnéticas após relatos de insônia, zumbido e falhas técnicas
Especialistas monitoram mudanças eletromagnéticas após relatos de insônia, zumbido e falhas técnicas Crédito: Freepik

Quatro picos acima do normal na chamada ressonância Schumann, registrados em fevereiro de 2026, reacenderam um debate que mistura ciência, tecnologia e saúde. O fenômeno é natural, mas oscilações recentes chamaram a atenção de pesquisadores.

Dados do aplicativo MeteoAgent citados pelo New York Post indicam aumento incomum nos pulsos eletromagnéticos entre a superfície da Terra e a ionosfera, camada superior da atmosfera. Embora invisível, essa atividade pode influenciar sistemas tecnológicos.

Enquanto especialistas pedem cautela, relatos de insônia, zumbido no ouvido e dores de cabeça se multiplicaram nas redes. Não há prova de causa direta, mas o assunto voltou ao centro das pesquisas globais.

Dor de cabeça pode ser sintoma de graves doenças por Shutterstock

Interferência invisível que envolve o planeta

A ressonância Schumann é frequentemente descrita como o “batimento eletromagnético” da Terra. Produzida por descargas de raios na atmosfera, ela mantém uma frequência média de 7,83 Hertz e contribui para o equilíbrio elétrico do planeta.

Segundo a NASA, essa frequência pode variar durante tempestades solares ou geomagnéticas. Em fevereiro, uma erupção moderada elevou a atividade, o que coincide com os picos registrados por sistemas de monitoramento.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley estudam há anos a relação entre frequências ambientais e sono. As evidências ainda são preliminares, mas indicam possível influência na arquitetura do descanso humano.

Tecnologia também entra na equação

O aumento recente elevou a perturbação geomagnética ao nível cinco em alguns dias. Episódios desse tipo preocupam engenheiros porque podem interferir em redes elétricas, sistemas de navegação e comunicações via satélite.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA alerta que distúrbios severos podem causar falhas em telecomunicações e até danos a transformadores. Embora raros, esses eventos já provocaram apagões históricos.

Mesmo assim, especialistas ressaltam que os riscos imediatos permanecem baixos. A maior parte das infraestruturas modernas possui sistemas de proteção contra variações eletromagnéticas intensas.

Sintomas relatados ainda sem explicação clara

Usuários ao redor do mundo relataram tontura, pressão na cabeça, dificuldade para dormir e zumbido nos ouvidos. Cientistas, porém, destacam que não existe comprovação de relação direta entre os sintomas e a ressonância.

Um estudo da Universidade de Tóquio encontrou correlação entre variações de baixa frequência e pressão arterial, mas sem estabelecer causalidade. Ou seja, a ligação pode ser indireta ou coincidente.

A Organização Mundial da Saúde afirma que a exposição a campos eletromagnéticos naturais permanece abaixo dos níveis considerados perigosos. Ainda assim, reconhece lacunas sobre grupos mais sensíveis.

O que a ciência sabe até agora

Pesquisas do Instituto Max Planck indicam que algumas pessoas podem reagir mais a mudanças ambientais. Fatores psicológicos, qualidade do sono e estresse também podem explicar parte dos sintomas.

Neurocientistas da Universidade Stanford recomendam cautela antes de qualquer conclusão. A influência direta sobre ritmos biológicos ainda precisa ser confirmada por estudos controlados.

Por enquanto, o aumento observado em fevereiro não representa ameaça comprovada à população. O fenômeno segue sob monitoramento contínuo e, como muitos processos naturais da Terra, ainda guarda perguntas sem resposta definitiva.