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Estudo mostra a relação entre duas xícaras de café e o risco de demência

Estudo com quase 132 mil pessoas indica que consumo moderado da bebida pode estar associado a menor risco de demência ao longo dos anos

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 15:00

Pesquisa publicada no JAMA aponta que duas a três xícaras por dia podem contribuir para a saúde cognitiva, mas especialistas pedem cautela
Pesquisa publicada no JAMA aponta que duas a três xícaras por dia podem contribuir para a saúde cognitiva, mas especialistas pedem cautela Crédito: Freepik

café é uma das bebidas mais consumidas no Brasil por causa do sabor forte e do efeito estimulante que ajuda a começar o dia.

Nos últimos anos, porém, a bebida passou a ser olhada também como possível aliada da saúde do cérebro.

Café em tubo é novidade no mercado por Divulgação

Não se trata de interpretar o café como um remédio, mas entender melhor o que ele pode acrescentar ao cuidado com a mente.

O que mostrou a pesquisa de longo prazo

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) em fevereiro analisou quase 132 mil participantes durante décadas.

Os pesquisadores observaram que quem bebia duas a três xícaras por dia apresentava menor probabilidade de desenvolver demência.

Cerca de 11 mil pessoas do grupo acompanhado receberam o diagnóstico nesse período.

Mesmo assim, os consumidores mais regulares de café tiveram risco aproximadamente 18% menor, embora os próprios autores deixem claro que a pesquisa mostra associação, não causa direta.

Como a ciência tem visto a bebida

Durante muito tempo o café foi tratado com desconfiança, mas trabalhos recentes apontam possíveis benefícios.

Substâncias presentes na bebida podem reduzir estresse oxidativo e inflamação, dois processos ligados ao envelhecimento cognitivo.

A cafeína também parece melhorar a sensibilidade à insulina, o que ajuda a diminuir o risco de diabetes tipo 2, condição associada à demência.

“Nossos resultados são consistentes com estudos anteriores que relataram associações protetoras entre o consumo de cafeína e o declínio cognitivo”, afirmam os autores ao jornal espanhol El País.

Cautela na observação dos dados

Pesquisadores lembram que os benefícios não crescem automaticamente com o aumento do consumo.

O neurologista David Pérez acrescenta que as melhorias observadas são modestas e não transformam o desempenho mental de quem bebe café.

Ele alerta ainda que ultrapassar duas ou três xícaras por dia não traz ganhos adicionais. Pelo contrário, o excesso pode causar insônia, ansiedade, tremores e taquicardia.

Preparo do café também importa

Durante o estudo, os benefícios não foram observados nas pessoas que optaram apenas por versões descafeinadas da bebida.

Por esse motivo, os cientistas acreditam que a cafeína seja a principal responsável pela proteção da bebida em relação ao cérebro.

A forma de preparo também altera o resultado final, pois a adição de açúcar ou cremes reduz as propriedades benéficas naturais. A orientação é sempre dar preferência ao café preto e sem açúcar.

Vale lembrar que o consumo da bebida deve fazer parte de um conjunto de escolhas saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação equilibrada no dia a dia.

Especialistas também apontam que o risco de declínio cognitivo tende a ser menor quando a pessoa mantém interações sociais frequentes e se dedica a hobbies que estimulam as conexões cerebrais.