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Fernanda Varela
Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 14:30
Uma ex-enfermeira que atuava em uma unidade de terapia intensiva neonatal na Virgínia, nos Estados Unidos, foi presa após uma investigação apontar que múltiplos bebês recém-nascidos apresentaram fraturas ósseas consideradas inexplicáveis enquanto estavam sob seus cuidados. O caso ganhou repercussão internacional e ainda está em fase de apuração pelas autoridades americanas.>
Segundo a polícia local, a suspeita trabalhava na UTI neonatal do Henrico Doctors’ Hospital, em Richmond. A investigação começou após um recém-nascido apresentar fraturas sem causa médica evidente. A partir desse episódio, promotores passaram a revisar registros de outros atendimentos ocorridos entre 2023 e 2024, quando bebês da mesma unidade também apresentaram lesões semelhantes.>
Erin Elizabeth Ann Strotman
De acordo com os investigadores, especialistas médicos descartaram causas naturais, genéticas ou relacionadas a procedimentos clínicos comuns em UTIs neonatais. A principal linha de apuração considera a possibilidade de que as fraturas tenham sido provocadas de forma intencional. As autoridades não divulgaram o número exato de recém-nascidos possivelmente afetados.>
Apesar da gravidade das acusações, a Justiça da Virgínia autorizou a liberação da ex-enfermeira mediante pagamento de fiança no valor de 25 mil dólares, levando em conta a ausência de antecedentes criminais. A decisão gerou críticas de familiares e defensores dos direitos da criança, que consideraram a medida branda diante da natureza das suspeitas.>
O Ministério Público informou que a investigada responde por acusações de abuso infantil e agressão dolosa, crimes que podem resultar em penas severas caso haja condenação. A investigação segue em andamento, com análise de imagens de câmeras internas, prontuários médicos e depoimentos de profissionais de saúde e familiares.>
Em nota, o hospital afirmou que colabora com as autoridades desde o início das apurações e reforçou que a segurança dos pacientes é prioridade. O caso continua sob investigação e ainda não há data para julgamento.>