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Garoto perde os pais, é criado como menina e só descobre verdade após viver 22 anos como freira

Religioso engravidou colega de convento

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 8 de abril de 2026 às 17:52

Frank Tavarez
Frank Tavarez Crédito: Reprodução

Um dominicano afirma ter passado mais de duas décadas vivendo dentro de um convento sob a identidade de uma freira. A história, revelada em entrevistas ao longo dos anos, ganhou repercussão após ele relatar que foi criado como menina por religiosas e que chegou a engravidar uma freira antes de ser expulso da instituição.

Frank Tavarez contou que passou a viver no convento ainda criança, depois de perder os pais em um acidente de trânsito. Sem condições financeiras para criá-lo, os avós o deixaram sob os cuidados de freiras, que decidiram educá-lo como se fosse uma menina, influenciadas pela aparência física do garoto. Foi nesse contexto que ele recebeu o nome de Maria Margarita.

Frank Tavarez por Reprodução

Segundo o relato, ainda na infância ele começou a perceber que não se identificava com o gênero imposto. Aos sete anos, surgiram dúvidas mais concretas, e, já na juventude, procurou um médico, que confirmou que ele não era uma pessoa intersexo.

Para manter a identidade dentro do convento, Tavarez adotou uma série de estratégias. Em entrevistas, disse que evitava se despir diante das outras religiosas, usava roupas largas e simulava comportamentos esperados das freiras para não levantar suspeitas.

A situação começou a mudar durante a adolescência, quando outras jovens do noviciado perceberam que ele era biologicamente homem. De acordo com o dominicano, ele se envolveu com algumas delas, o que levou a advertências das responsáveis pelo convento.

Após deixar o primeiro local, Tavarez foi para outra instituição, onde conheceu Silvia, por quem afirma ter se apaixonado. O relacionamento, segundo ele, aconteceu fora do ambiente religioso, mas acabou se tornando conhecido dentro da comunidade.

A permanência no convento terminou em 1979, quando uma carta foi interceptada por uma das responsáveis, revelando sua identidade. Ele afirma que já não conseguia mais sustentar a situação e que se sentia dividido entre o afeto pelas religiosas e a necessidade de viver sua verdade.

Depois de sair do convento, Tavarez relata que Silvia disse estar grávida. Ele, no entanto, afirma que nunca mais teve contato com ela nem com o filho.

Atualmente, ele trabalha como costureiro e escreveu um livro sobre sua trajetória, no qual descreve os anos vividos sob a identidade de Maria Margarita e os conflitos enfrentados ao longo desse período.