Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Fernanda Varela
Publicado em 8 de abril de 2026 às 17:00
Em meio a debates sobre o uso excessivo da Justiça nos Estados Unidos, um episódio curioso ocorrido em 2007 segue sendo lembrado até hoje. O protagonista foi o político Ernie Chambers, que resolveu levar ao tribunal um processo contra Deus como forma de protesto.>
Na época, o estado de Nebraska discutia medidas para barrar ações consideradas sem fundamento. Chambers era contrário à proposta e defendia que qualquer pessoa deveria ter o direito de acionar a Justiça, independentemente do mérito da causa.>
Ernie Chambers
Para reforçar o argumento, ele decidiu testar os limites do sistema e entrou com uma ação formal responsabilizando Deus por tragédias no mundo, como mortes, desastres e sofrimento humano. A iniciativa chamou atenção justamente por levar ao extremo a ideia de livre acesso ao Judiciário.>
O primeiro, mas não o único>
O caso chegou a ser analisado pelo juiz Marlon Polk, que rejeitou o processo antes de qualquer andamento. A justificativa foi direta, o réu não poderia ser notificado, já que não possui endereço conhecido.>
Chambers ainda tentou contestar, argumentando que, sendo onisciente, Deus teria conhecimento da ação. Mesmo assim, o pedido foi arquivado e não teve continuidade.>
O episódio acabou entrando para a lista de situações mais inusitadas da Justiça americana e é frequentemente citado em discussões sobre processos considerados frívolos.>
No mesmo ano, um caso semelhante surgiu no estado do Kansas, quando um homem tentou pedir uma indenização bilionária contra Deus. Assim como o de Chambers, o processo também não avançou.>