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Fernanda Varela
Publicado em 8 de abril de 2026 às 05:00
É difícil nunca ter ouvido falar nela. Apesar de ter ficado conhecida nacionalmente por um crime hediondo, Suzane Von Richthofen sempre volta aos holofotes, ainda que indiretamente. Retratada na série Tremembé, do Prime Video, ela agora estrelará uma série na Netflix.>
Condenada em 2006 pelo assassinato dos pais, Marísia e Manfred Von Richthofen, em um dos crimes mais emblemáticos do país, Suzane Von Richthofen vive hoje uma nova fase. Após cumprir cerca de 20 anos de prisão, ela está em liberdade há quase três anos, se tornou mãe, casou e abriu a própria empresa.>
Veja como está Suzane von Richthofen hoje
O nome dela voltou a circular com força nos últimos dias após a confirmação de um documentário produzido pela Netflix. A produção, ainda sem data de estreia, deve abordar tanto o crime quanto os desdobramentos da vida atual, incluindo a versão da própria Suzane sobre os acontecimentos.>
A repercussão aumentou após a divulgação de que ela pode ter recebido um valor milionário para participar do projeto. Segundo informações divulgadas na TV, o acordo teria girado em torno de R$ 1 milhão, em troca de exclusividade sobre sua história, o que reacendeu debates sobre os limites entre exposição, memória e exploração de casos criminais.>
Produtos de Suzane von Richthofen
Fora desse novo momento de visibilidade, Suzane mantém uma rotina considerada discreta. Ela vive no interior de São Paulo com o marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e o filho do casal, um bebê de dois anos. Os dois vivem juntos desde que a ex-detenta deixou o regime semiaberto e passou a cumprir pena em liberdade condicional, em janeiro de 2023.>
Além do filho, ela também convive com as três enteadas, filhas do marido. A relação familiar chegou a ser alvo de disputa judicial com a ex-mulher de Felipe, que tentou reaver a guarda das meninas ao saber que elas viviam com Suzane. O caso correu sob sigilo e não teve desfecho divulgado.>
No campo profissional, Suzane tenta manter uma rotina comum. Ela abriu um pequeno negócio voltado à venda de peças bordadas e acessórios personalizados, principalmente para o público infantil, cujo nome é Su Entrelinhas. Paralelamente, cursa faculdade de Direito em uma instituição privada. Após colegas registrarem imagens dela dentro da sala de aula, a universidade precisou adotar medidas internas para preservar sua privacidade.>
Outra mudança significativa ocorreu nos registros civis. Desde dezembro de 2023, Suzane deixou de usar o sobrenome Von Richthofen e passou a se chamar Suzane Louise Magnani Muniz. A alteração inclui o sobrenome da avó materna e do marido, em um movimento interpretado como tentativa de se desvincular da identidade associada ao crime.>
A relação com o irmão, Andreas Von Richthofen, continua rompida. Ele já afirmou que não mantém contato com Suzane e que ainda existem pendências judiciais entre os dois. Uma tentativa de aproximação chegou a acontecer, quando ela levou o filho para conhecê-lo, mas o encontro terminou em desentendimento.>
Aos 41 anos, Suzane volta ao centro das atenções com produções audiovisuais sobre o caso. Com o documentário em desenvolvimento na Netflix e a possibilidade de valores milionários envolvidos, a história segue despertando interesse público e discussões sobre até onde vai o direito de recontar crimes que marcaram o país.>