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Agência Correio
Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 15:00
Mais de dois milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer colorretal todos os anos em todo o mundo. No Brasil, o número chega a cerca de 45 mil novos casos por ano.>
Embora a doença seja mais comum em pessoas acima dos 50 anos, jovens também podem ser afetados, como mostra o relato de uma engenheira de apenas 24 anos.
>Veja famosos que tiveram câncer colorretal
A história ganhou repercussão após ser compartilhada em vídeo nas redes sociais, com um alerta claro sobre a negligência de sintomas.
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Paige Seifert afirma que sempre teve uma rotina ativa, praticava esportes e mantinha hábitos considerados saudáveis. Ela também não possuía predisposição genética conhecida, já que nenhum familiar próximo havia sido diagnosticado com câncer. Esse contexto contribuiu para que os sinais iniciais fossem subestimados por um longo período.
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Entre os primeiros sintomas, Paige relata dores abdominais recorrentes e mudanças no funcionamento do intestino. Em determinados momentos, ela percebeu sangue nas fezes, mas acreditou que se tratava de uma condição simples e temporária.
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A hipótese de hemorroidas ou infecção intestinal fez com que ela adiasse a busca por avaliação médica.
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Outro sintoma presente era o cansaço ao longo do dia, que passou a ser encarado como consequência de uma rotina intensa. Segundo a engenheira, o estresse do trabalho parecia justificar o desgaste físico e mental. As dores abdominais também eram associadas à alimentação irregular e ao ritmo acelerado do dia a dia.
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A confirmação do câncer ocorreu após a realização de uma colonoscopia em 2023. O exame identificou um tumor em estágio 3, já além da fase inicial da doença.O diagnóstico tardio evidenciou como a idade pode influenciar a percepção de risco, tanto do paciente quanto do entorno.
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O tratamento incluiu cirurgias e quimioterapia, exigindo afastamento de atividades e adaptação a uma nova rotina. Paige destaca que o impacto emocional foi grande, especialmente ao entender que o diagnóstico poderia ter sido feito antes. A associação do câncer apenas a pessoas mais velhas contribuiu para o atraso no reconhecimento dos sinais.
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Entre os sintomas apresentados estão dores abdominais persistentes e desconforto intestinal frequente. Ela também menciona alterações duradouras nos hábitos intestinais, como diarreia ou prisão de ventre. Sangue nas fezes, cansaço diário e perda de peso completam o quadro descrito.
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O Ministério da Saúde aponta que anemia e sensação constante de inchaço abdominal também podem estar presentes. Após o tratamento, o câncer entrou em remissão, mas Paige segue em acompanhamento médico contínuo. O alerta final deixado por ela resume a experiência: “Persistência de sintomas não é normal e idade não é diagnóstico”.
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