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Fernanda Varela
Publicado em 3 de março de 2026 às 16:00
O espólio de Michael Jackson voltou a ser alvo de uma ação judicial movida por quatro irmãos da família Cascio, que afirmam ter sofrido abusos sexuais quando eram crianças. No processo, eles relatam episódios de aliciamento, fornecimento de álcool e drogas e estupro ao longo de cerca de dez anos.>
Os autores da ação são Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio, filhos de Dominic Cascio, amigo próximo do cantor. Segundo a denúncia, parte dos supostos abusos teria ocorrido em propriedades ligadas a Elton John e Elizabeth Taylor. Um dos irmãos afirma ter sido molestado em uma dessas residências.>
Michael Jackson
De acordo com o jornal Los Angeles Times, os Cascio alegam que Jackson utilizava frases como “Posso ter uma reunião?”, “Chá do Yogi”, “Terra do Nunca” e “Vá para a Disneylândia” como códigos para encontros privados. Eles também afirmam que recebiam bebidas alcoólicas apelidadas de “Suco de Jesus” e “Suco da Disney”, além de outras substâncias que os deixariam vulneráveis.>
A ação sustenta ainda que integrantes da equipe do artista teriam colaborado para encobrir os supostos abusos, reservando quartos de hotel para manter os pais afastados enquanto Jackson passava tempo com as crianças. A família Cascio era frequentemente chamada de “segunda família” do cantor e o acompanhava em turnês e viagens, além de recebê-lo em sua casa, em Nova Jersey.>
A relação veio a público em 2010, quando integrantes da família participaram de uma entrevista com Oprah Winfrey e defenderam o artista das acusações. Na ocasião, afirmaram que nunca haviam sofrido abusos. Anos depois, segundo a nova ação, essa posição teria mudado.>
O processo também menciona um acordo firmado em 2019 entre membros da família e os herdeiros de Jackson. O documento previa pagamentos anuais de aproximadamente US$ 690 mil a cada irmão por cinco anos. Agora, os Cascio alegam que foram coagidos a assinar o acordo e que o valor é insuficiente diante das acusações.>
Michael Jackson foi acusado pela primeira vez de agressão sexual em 1993. O cantor morreu em 2009 e, desde então, o espólio administra seus bens e direitos autorais. A nova ação pede indenização de US$ 200 milhões e contesta a validade do acordo anterior firmado com os herdeiros do artista.>