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O país que dispensou o ar-condicionado e usa técnica antiga e eficiente para aquecer e esfriar as casas

Suíços apostam no TABS, método que embute tubulações no concreto e usa água para climatizar a casa com eficiência

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 16:30

Tecnologia tem longa vida útil e conforto uniforme, mas não acompanha mudanças
Tecnologia tem longa vida útil e conforto uniforme, mas não acompanha mudanças Crédito: Freepik

A conversa sobre eficiência energética saiu dos círculos técnicos e chegou às casas. Com isso, bombas de calor e ar-condicionado ganharam protagonismo.

Mesmo assim, um sistema mais discreto segue no radar de quem quer aquecer e resfriar com a mesma solução, sem depender apenas de equipamentos tradicionais.

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Esse sistema é o TABS, sigla para tratamento térmico do núcleo de concreto, que usa a estrutura do prédio como ferramenta de climatização.

Uma tecnologia antiga com aplicação moderna

O TABS se apoia na inércia térmica, um princípio conhecido há milhares de anos. Civilizações antigas já exploravam a circulação de ar quente em cavidades de pisos e paredes.

Ao longo do tempo, a ideia foi aprimorada sem perder a essência. Entre as décadas de 1930 e 1970, surgiram testes com tubulações em lajes de concreto, expandindo o uso do método.

Depois, no início da década de 1990, Zurique, na Suíça, consolidou o modelo moderno. Até hoje, a cidade é vista como berço de uma aplicação que se mantém popular.

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Por dentro do sistema: a água faz o trabalho

O funcionamento gira em torno de tubulações embutidas no concreto. Por esses canais, a água circula e transfere energia térmica para a estrutura, que distribui a temperatura pelos ambientes.

O concreto é decisivo porque consegue acumular grandes quantidades de energia térmica de forma eficiente. Assim, o prédio “segura” parte do calor ou do frio e libera aos poucos.

Essa lógica muda a experiência: em vez de agir apenas no ar, o sistema atua na massa do edifício, favorecendo uma sensação de estabilidade térmica.

O que acontece no inverno

Nos meses frios, a água entra mais quente nas tubulações, geralmente entre 23 e 30 °C. Ela aquece o concreto ao redor, e esse calor é transferido gradualmente para os cômodos.

Como o aquecimento não depende de temperaturas extremas, o sistema tende a operar com boa eficiência energética, principalmente quando o objetivo é manter conforto constante.

Além disso, a distribuição pelo concreto contribui para reduzir diferenças muito grandes de temperatura entre áreas do imóvel.

E no verão, como o TABS resfria

Nos meses quentes, a água circula mais fria, normalmente entre 18 e 20 °C. Com isso, a estrutura do edifício passa por um resfriamento leve e contínuo.

O efeito não é de choque térmico. Em vez disso, a casa vai reduzindo a temperatura de forma gradual, o que pode ser atrativo para quem busca conforto sem oscilações.

Por esse motivo, o TABS é lembrado como solução dupla: aquece e resfria com o mesmo princípio de operação.

Vantagens e desvantagens que definem o custo-benefício

Entre os benefícios, a adaptabilidade sazonal é central: ajustando a temperatura da água, o sistema se adapta ao clima. A eficiência energética também se destaca pelo trabalho do concreto.

A durabilidade pesa na decisão. Sem exigir componentes muito suscetíveis a danos, o TABS tende a durar bastante e pode chegar, em média, a cerca de 100 anos.

Já as limitações são claras. O sistema não lida bem com mudanças rápidas de temperatura, porque a resposta do concreto é lenta. Além disso, o custo inicial pode ser alto, chegando a 100.000 a 300.000 CZK em casas maiores.