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Agência Correio
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 07:00
O vácuo do espaço não é apenas um lugar de silêncio, mas também um palco para uma guerra genética fascinante. >
Cientistas observaram que microrganismos na ISS evoluem de maneiras que seriam impossíveis dentro das condições climáticas do nosso planeta. >
Através da observação cuidadosa da bactéria E. coli, a ciência descobriu rotas biológicas completamente novas e úteis para a vida humana.>
Telescópio - imagens do espaço e da Terra
No ambiente terrestre, a mistura natural dos fluidos ocorre por meio da convecção, acelerando o encontro entre vírus e presas. >
Contudo, na ausência de gravidade, essa dinâmica de movimento desaparece completamente dentro do laboratório orbital da estação. >
Assim, os seres microscópicos ficam suspensos e dependem apenas de movimentos moleculares muito vagarosos agora no ambiente.>
Essa lentidão extrema obrigou os vírus fagos a aprimorarem sua capacidade de captura para sobreviverem no ambiente hostil espacial. >
Eles se tornaram caçadores muito mais precisos, enquanto as bactérias fortaleceram suas defesas externas através de mutações genéticas complexas. >
Sequenciamentos avançados confirmaram que essas alterações biológicas são exclusivas do ambiente espacial específico presente na ISS atualmente.>
Ao testar os vírus treinados na órbita, os pesquisadores encontraram uma arma eficaz contra enfermidades que assolam a humanidade hoje. >
Esses microrganismos espaciais conseguiram destruir bactérias causadoras de infecções urinárias que costumam ser resistentes aos remédios comuns. >
Dessa forma, novos tratamentos com bacteriófagos estão sendo desenhados para beneficiar a saúde pública de todos.>
Esse progresso científico também protege os exploradores que partirão em missões de longa duração rumo ao planeta vermelho em breve. >
A sobrevivência humana em Marte depende desse tipo de tecnologia biológica avançada desenvolvida fora da biosfera terrestre original. >