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Fernanda Varela
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 13:01
Os profissionais que avaliam os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro recebem R$ 5,5 mil por sua atuação nas três noites de apresentações na Marquês de Sapucaí. Ao todo, são 54 jurados responsáveis por atribuir notas que definem a escola campeã.>
O pagamento é feito pela Liga Independente das Escolas de Samba, que organiza o desfile do Grupo Especial. A entidade não classifica o valor como salário, mas como uma gratificação pela contribuição técnica e cultural dos avaliadores para a preservação das tradições do carnaval carioca.>
Acadêmicos de Niterói
Cada jurado analisa quesitos específicos, como bateria, enredo, harmonia, evolução, fantasias e comissão de frente, entre outros fundamentos que compõem o regulamento. As notas variam de 9 a 10, com possibilidade de décimos. A nota zero só pode ser aplicada quando a escola deixa de apresentar determinado quesito. Sempre que há desconto, o julgador deve justificar por escrito.>
Durante os dias de desfile, os avaliadores ficam hospedados na região do Porto Maravilha, próxima ao Sambódromo, com despesas de alimentação custeadas pela organização. Cada integrante pode levar um acompanhante para assistir aos desfiles, mas sem acesso às áreas restritas aos jurados.>
Na apuração, realizada na Cidade do Samba, nem todas as notas entram no cálculo final. Antes da abertura dos envelopes com as avaliações dos nove quesitos, é feito um sorteio que descarta duas notas de cada conjunto de seis jurados por fundamento.>
Os envelopes são lacrados ao fim de cada noite. O regulamento determina sigilo absoluto sobre as avaliações até a divulgação oficial do resultado, além da proibição de uso de aparelhos receptores durante as apresentações.>