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Quem foi Viktor Frankl? Psiquiatra sobreviveu ao Holocausto e transformou sofrimento em teoria sobre sentido da vida

Autor de ‘Em Busca de Sentido’, austríaco influenciou a psicologia ao defender que propósito ajuda o ser humano a enfrentar sofrimento e vazio emocional

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 17 de maio de 2026 às 07:00

Viktor Frankl
Viktor Frankl Crédito: Reprodução

Muito antes de frases sobre propósito viralizarem nas redes sociais, Viktor Frankl já escrevia sobre vazio emocional, sofrimento e a dificuldade humana de encontrar sentido na própria existência. Sobrevivente do Holocausto e criador da logoterapia, ele se tornou um dos nomes mais influentes da psicologia ao defender uma ideia que continua extremamente atual: o ser humano precisa encontrar algum motivo para continuar seguindo em frente.

Frankl nasceu em Viena, na Áustria, em 1905, e começou a carreira na área da neurologia e da psiquiatria. Durante a juventude, se interessou por temas ligados à depressão, comportamento humano e sofrimento psicológico. Décadas depois, suas teorias acabariam ganhando força justamente por causa das experiências extremas que viveu durante a Segunda Guerra Mundial.

Viktor Frankl sobreviveu a campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial por Reprodução

Em 1942, Viktor Frankl e a família foram enviados para campos de concentração nazistas. O psiquiatra passou por locais como Auschwitz e Dachau e perdeu familiares durante o Holocausto. Mesmo diante de um dos cenários mais violentos da história, começou a observar como diferentes pessoas reagiam emocionalmente ao sofrimento.

A partir dessas experiências, Frankl desenvolveu a logoterapia, linha da psicologia baseada na busca de sentido da vida. Para ele, o vazio existencial se tornou um dos principais sofrimentos da sociedade moderna.

A teoria defendia que muitas pessoas continuam funcionando normalmente na rotina, trabalhando, estudando e cumprindo obrigações, mas ainda convivem com sensação de desconexão, vazio ou falta de propósito. Segundo Frankl, quando a vida perde significado, o sofrimento emocional tende a aumentar.

A ideia ganhou força principalmente após o lançamento do livro Em Busca de Sentido, publicado em 1946. Na obra, o psiquiatra relata experiências vividas nos campos de concentração e explica como a busca por propósito ajudava prisioneiros a suportar situações extremas.

Ao contrário de pensamentos focados apenas em prazer ou sucesso, Frankl acreditava que felicidade não deveria ser o objetivo principal da vida, mas consequência de algo maior. Para ele, sentido poderia ser encontrado em relações humanas, trabalho, amor, responsabilidade ou até na maneira como alguém enfrenta momentos difíceis.

A reflexão continua atual em uma época marcada por excesso de estímulos, produtividade constante e sensação de viver no automático. Em muitos casos, as pessoas conseguem cumprir todas as tarefas do dia sem realmente sentir conexão com aquilo que fazem.

Especialistas em comportamento frequentemente relacionam os pensamentos de Frankl ao aumento de discussões sobre saúde mental, propósito e esgotamento emocional na vida moderna.

Talvez seja justamente por isso que Viktor Frankl continue viralizando décadas após sua morte. Em um tempo em que muita gente sente que está apenas sobrevivendo à rotina, suas reflexões seguem despertando identificação ao lembrar que encontrar sentido também faz parte da necessidade humana de continuar vivendo.