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Remédio venceu? Veja quais são os riscos reais de tomar medicamento fora da validade

Especialistas explicam por que fórmulas antigas perdem a eficácia e podem causar sérias intoxicações no corpo

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 14:00

O uso de remédios expirados é uma decisão arriscada que não oferece garantias de cura ou alívio
O uso de remédios expirados é uma decisão arriscada que não oferece garantias de cura ou alívio Crédito: Freepik

Imagine que você acorda com uma dor de cabeça forte e corre para a caixa de remédios no armário. Na pressa, você toma o primeiro comprimido que encontra sem verificar se ele ainda está dentro do prazo de validade.

Infelizmente, essa é a realidade de milhares de brasileiros que mantêm estoques de medicamentos antigos guardados em casa. Essa prática ignora os perigos químicos que surgem quando os componentes começam a se degradar naturalmente.

Dipropionato de beclometasona 200mcg - para o tratamento de asma. Imagem meramente ilustrativa por Reprodução

A agência regulatória americana, a Food and Drug Administration (FDA) reforça que a segurança do paciente depende diretamente do respeito aos prazos informados nos rótulos.

Eles alertam que o uso de remédios expirados é uma decisão arriscada que não oferece garantias de cura ou alívio.

De forma direta, a agência explica que “Depois que a data de validade passa, não há garantia de que o remédio será seguro e eficaz”.

Reações do corpo e a perda de eficácia

Embora o vencimento de um remédio não seja motivo para pânico total, ele certamente compromete o resultado do seu tratamento.

De acordo com o jornal O Globo, peritos afirmam que a eficácia diminui gradualmente porque as moléculas da fórmula mudam conforme o tempo avança na prateleira.

Além disso, o risco de toxicidade aumenta, transformando o que deveria ser a cura em um novo problema de saúde.

Consequentemente, o usuário pode sofrer com diversos efeitos colaterais, como irritações na pele, intoxicações alimentares ou vômitos súbitos.

Outro ponto preocupante é a possibilidade de o remédio simplesmente não fazer efeito algum, deixando a dor ou a inflamação progredirem.

Assim, o consumo de substâncias expiradas acaba sendo um risco desnecessário que pode gerar lesões gástricas bastante dolorosas.

Medicamentos sensíveis e as consequências graves

Existem remédios que salvam vidas e precisam de precisão absoluta na sua formulação química para funcionar no sistema biológico.

A insulina é um dos exemplos mais citados, pois sua perda de potência afeta diretamente os níveis de açúcar no corpo.

Usar insulina vencida coloca o diabético em perigo, pois o medicamento não terá força suficiente para evitar uma hiperglicemia.

Adicionalmente, canetas de epinefrina devem ser mantidas sempre em dia, exceto em situações de emergência extrema onde não há outra opção.

Antibióticos sub potentes também representam um risco invisível, pois não combatem as infecções bacterianas de maneira eficaz no organismo.

Esse processo fortalece as bactérias, criando uma resistência perigosa que torna as infecções cada vez mais difíceis de serem tratadas.

O caminho para o descarte ecológico e seguro

O Governo Federal possui regras claras para evitar que resíduos químicos de medicamentos contaminem a natureza ou as cidades brasileiras.

Através de uma portaria específica, as farmácias e drogarias são designadas como pontos oficiais de coleta para esses produtos vencidos.

Desse modo, a população conta com infraestrutura para se desfazer de sobras de tratamentos de forma segura e responsável.

Descartar comprimidos ou xaropes no lixo doméstico é um erro que compromete as águas e o solo da sua região.

Tais resíduos químicos afetam a fauna e a flora, além de representarem um risco indireto para a saúde dos seres humanos.

Portanto, procure o ponto de coleta mais próximo na sua vizinhança para garantir que o material seja processado corretamente.

Tags:

Saúde