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Só vai à praia se pagar: a ilha paradisíaca onde os moradores não podem tomar banho de mar

Movimento social denuncia que apenas 0,6% do litoral jamaicano é público

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 13:00

De acordo com orgão local, o JaBEEM, menos de 1% do litoral da nação está fora de propriedade privada
De acordo com orgão local, o JaBEEM, menos de 1% do litoral da nação está fora de propriedade privada Crédito: Treasurebeachjamaica / Wikimedia Commons

Um muro de concreto agora separa os pescadores jamaicanos das águas azul-turquesa que sustentaram suas famílias por séculos. O que antes era um ponto de encontro comunitário em Mammee Bay tornou-se propriedade exclusiva de um projeto residencial. Essa exclusão gera revolta e mobiliza ativistas em toda a ilha caribenha.

Barreiras cercam o mar e rios tradicionais

A venda de terrenos para grandes empresas internacionais interrompeu caminhos usados cotidianamente por décadas no país. Moradores afirmam que perderam o acesso ao mar de uma hora para outra, sem qualquer consulta prévia.

Mammee Bay é uma área costeira localizada em Saint Ann, na Jamaica por Instagram

O impacto atinge também rios populares, onde a construção de novas moradias impediu o banho tradicional da população. Taylor reflete sobre a rapidez da perda em entrevista à BBC: "Como é possível usar uma praia ou um rio por centenas de anos e, em questão de dias, não ter mais acesso a eles?".

Visitantes em alta enquanto o acesso diminui

O sucesso do turismo na Jamaica em 2024 trouxe um recorde de visitantes, mas deixou os locais isolados. Embora a ilha tenha mais de mil quilômetros de litoral, a parcela acessível ao povo é minúscula.

De fato, o JaBBEM estima que apenas 0,6% de toda a costa jamaicana seja realmente livre e pública. Taylor lamenta a situação atual dizendo que "Nossos laços culturais com os espaços naturais foram dizimados" pela exploração comercial.

Regras de 1956 facilitam grandes empreendimentos

A base legal para esse isolamento está em uma lei editada na década de 1950 pelo governo colonial. Essa legislação permite que o Estado controle o acesso ao litoral e venda áreas para resorts privados.

Assim, recursos naturais valiosos acabam nas mãos de entidades estrangeiras que priorizam o lucro sobre a cultura local. Taylor critica duramente essa prática: "Eles estão transferindo nossos recursos naturais para entidades estrangeiras", retirando o direito dos cidadãos.

Processos judiciais tentam retomar áreas icônicas

A criação de movimentos organizados permitiu que a comunidade buscasse seus direitos na justiça contra os bloqueios. Diversas ações judiciais estão em curso para liberar o acesso a praias famosas e pontos de pesca.

Marcus Goffe explica que isolar os jamaicanos de suas práticas tradicionais destrói a própria identidade da comunidade local. Ele alerta que "Ao isolar os jamaicanos do mar, de suas práticas tradicionais de pesca e de seus meios de subsistência, a comunidade está sendo destruída; em uma ou duas gerações, ela não existirá mais".

Escolha espaços que valorizam a cultura da ilha

Viajar de forma responsável significa pesquisar bem onde você vai gastar seu tempo e dinheiro nas férias. Optar por praias públicas e locais ajuda a fortalecer a resistência dos moradores contra a privatização total.

Existem ótimas opções como a Seven Mile Beach e a Treasure Beach que ainda mantêm o espírito comunitário. Segundo Taylor, "É uma tarefa muito simples: faça sua pesquisa, invista seu orçamento com sabedoria e aproveite os espaços locais na Jamaica".

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Tags:

Turismo