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Tá liberado? Os livros, filmes e músicas que entram em domínio público em 2026

A regra dos 95 anos nos EUA e o prazo pós-morte no Brasil explicam por que 2026 libera obras que voltam a inspirar edições, filmes e releituras

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 08:00

De Betty Boop a Thomas Mann, 2026 abre um novo ciclo de obras livres; veja o que entra e como isso afeta o mercado criativo.
De Betty Boop a Thomas Mann, 2026 abre um novo ciclo de obras livres; veja o que entra e como isso afeta o mercado criativo. Crédito: Reprodução/Youtube

Em 2026, uma nova lista de obras passa ao domínio público, liberando reprodução, adaptação e reinterpretação sem autorização e sem pagamento de direitos autorais.

O impacto é prático: criadores ganham liberdade para transformar materiais clássicos em projetos atuais, com menos custo e menos obstáculos legais na hora de publicar, exibir ou adaptar.

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Assim, editoras, produtoras e artistas costumam olhar para o calendário com atenção. A virada do ano define quais títulos entram no radar para novas edições, traduções e versões contemporâneas.

Por que o domínio público tem efeito direto no bolso e no prazo

Direitos autorais podem encarecer um projeto e atrasar decisões. Quando uma obra entra em domínio público, esse caminho muda porque o uso se torna livre, abrindo espaço para produções mais ágeis.

Além disso, o domínio público aumenta o acesso ao repertório cultural. Ele facilita a circulação de obras consagradas e estimula iniciativas em que a obra vira base para pesquisa, curadoria e criação artística.

Por consequência, surgem novas traduções, edições críticas, montagens teatrais, filmes, álbuns e exposições que se apoiam em títulos que já fazem parte da história cultural do século 20.

Entenda as regras que definem as liberações

As regras de domínio público mudam conforme o país. No Brasil e na maior parte da Europa, os direitos autorais expiram 70 anos após a morte do autor, com liberação em 1º de janeiro do ano seguinte.

Já nos Estados Unidos, muitas obras seguem o prazo de 95 anos após a publicação. Portanto, títulos lançados em 1930 entram em domínio público em 2026, o que explica parte dos destaques do ano.

Na prática, uma obra pode estar livre em um território e ainda protegida em outro. Assim, projetos com distribuição internacional precisam mapear onde serão publicados, exibidos e comercializados.

Os principais destaques de 2026 em uma lista rápida

Para orientar quem quer entender o que muda na virada, os destaques podem ser agrupados por linguagem. Isso ajuda a visualizar quais áreas ganham mais material disponível para releitura.

-Animação: Betty Boop (primeiras aparições)

-Literatura: Thomas Mann (obras completas)

-Literatura: “Enquanto Agonizo”, de William Faulkner

-Literatura: “Nada de Novo no Front”, de Erich Maria Remarque

-Literatura juvenil: Nancy Drew (primeiros livros)

-Cinema: “Cimarron” (1931), de Wesley Ruggles

-Música: “Georgia on My Mind”

-Poesia: “Strange Holiness”, de Robert P. Tristram Coffin

Animação: Betty Boop e a estética urbana dos anos 1930

As versões originais de Betty Boop, criadas no início dos anos 1930, entram em domínio público em 2026. Com isso, essas primeiras aparições ficam livres para uso e projetos de releitura.

Betty Boop é lembrada como ícone da era do jazz e da animação sonora. A personagem surgiu como símbolo de irreverência, sensualidade e modernidade, refletindo o espírito urbano do período.

Assim, a liberação abre espaço para trabalhos que dialoguem com esse repertório, explorando estética, narrativa e referência cultural ancoradas nas versões originais que ficam disponíveis.