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Agência Correio
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 08:00
Em 2026, uma nova lista de obras passa ao domínio público, liberando reprodução, adaptação e reinterpretação sem autorização e sem pagamento de direitos autorais. >
O impacto é prático: criadores ganham liberdade para transformar materiais clássicos em projetos atuais, com menos custo e menos obstáculos legais na hora de publicar, exibir ou adaptar.>
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Assim, editoras, produtoras e artistas costumam olhar para o calendário com atenção. A virada do ano define quais títulos entram no radar para novas edições, traduções e versões contemporâneas.>
Direitos autorais podem encarecer um projeto e atrasar decisões. Quando uma obra entra em domínio público, esse caminho muda porque o uso se torna livre, abrindo espaço para produções mais ágeis.>
Além disso, o domínio público aumenta o acesso ao repertório cultural. Ele facilita a circulação de obras consagradas e estimula iniciativas em que a obra vira base para pesquisa, curadoria e criação artística.>
Por consequência, surgem novas traduções, edições críticas, montagens teatrais, filmes, álbuns e exposições que se apoiam em títulos que já fazem parte da história cultural do século 20.>
As regras de domínio público mudam conforme o país. No Brasil e na maior parte da Europa, os direitos autorais expiram 70 anos após a morte do autor, com liberação em 1º de janeiro do ano seguinte.>
Já nos Estados Unidos, muitas obras seguem o prazo de 95 anos após a publicação. Portanto, títulos lançados em 1930 entram em domínio público em 2026, o que explica parte dos destaques do ano.>
Na prática, uma obra pode estar livre em um território e ainda protegida em outro. Assim, projetos com distribuição internacional precisam mapear onde serão publicados, exibidos e comercializados.>
Para orientar quem quer entender o que muda na virada, os destaques podem ser agrupados por linguagem. Isso ajuda a visualizar quais áreas ganham mais material disponível para releitura.>
-Animação: Betty Boop (primeiras aparições)>
-Literatura: Thomas Mann (obras completas)>
-Literatura: “Enquanto Agonizo”, de William Faulkner>
-Literatura: “Nada de Novo no Front”, de Erich Maria Remarque>
-Literatura juvenil: Nancy Drew (primeiros livros)>
-Cinema: “Cimarron” (1931), de Wesley Ruggles>
-Música: “Georgia on My Mind”>
-Poesia: “Strange Holiness”, de Robert P. Tristram Coffin>
As versões originais de Betty Boop, criadas no início dos anos 1930, entram em domínio público em 2026. Com isso, essas primeiras aparições ficam livres para uso e projetos de releitura.>
Betty Boop é lembrada como ícone da era do jazz e da animação sonora. A personagem surgiu como símbolo de irreverência, sensualidade e modernidade, refletindo o espírito urbano do período.>
Assim, a liberação abre espaço para trabalhos que dialoguem com esse repertório, explorando estética, narrativa e referência cultural ancoradas nas versões originais que ficam disponíveis.>