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Turistas são alertados para não viajarem para Ilha em 2026, e motivo surpreende

Turismo em alta pressiona recursos naturais, infraestrutura e moradia nas Ilhas Canárias

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 07:00

Moradores protestam contra modelo atual e pedem limites para preservar qualidade de vida e meio ambiente
Moradores protestam contra modelo atual e pedem limites para preservar qualidade de vida e meio ambiente Crédito: H. Zell/Wikimedia Commons

A pressão do turismo nas Ilhas Canárias já afeta recursos naturais e áreas sensíveis do arquipélago. O aumento constante de visitantes amplia o consumo de água, energia e a geração de resíduos, intensificando a sobrecarga ambiental.

O impacto, porém, não se restringe ao meio ambiente. O crescimento acelerado também altera a dinâmica urbana e pressiona os serviços públicos.

Lanjarón, na Espanha por Reprodução

Estrutura e serviços sob pressão

As Ilhas Canárias construíram reputação internacional com base no clima estável, nas praias e nas paisagens vulcânicas.

No entanto, o alto volume de visitantes provoca congestionamentos e praias lotadas logo nas primeiras horas do dia. Somente no primeiro semestre de 2025, quase oito milhões de turistas desembarcaram no arquipélago.

Especialistas ouvidos pela imprensa alemã afirmam que o fluxo continua em alta, o que aumenta a pressão sobre uma infraestrutura que já opera perto do limite durante a alta temporada.

Dificuldade de acesso à moradia

O mercado imobiliário tornou-se um dos principais focos de insatisfação.

A expansão das locações temporárias por meio de plataformas digitais alterou o funcionamento do setor e reduziu a oferta para moradores permanentes.

Segundo reportagens locais, os valores dos aluguéis subiram de forma expressiva, enquanto a disponibilidade de imóveis para a população fixa diminuiu.

Impactos no meio ambiente

Devido à geografia vulcânica e ao clima seco, as Ilhas Canárias já enfrentam limitações no abastecimento de água.

O turismo agrava esse quadro, já que hotéis, piscinas e atividades recreativas consomem volumes superiores aos de residências comuns.

O uso intensivo de recursos e o aumento na produção de resíduos contribuem para a degradação de áreas naturais sensíveis, como trilhas e parques muito visitados.

A pressão sobre o cotidiano levou moradores às ruas. Em maio de 2025, milhares protestaram em diferentes ilhas sob o lema “Canárias têm um limite”, pedindo restrições ao crescimento turístico e maior proteção ambiental.

Em resposta, algumas autoridades locais estão introduzindo medidas como uma taxa ecológica em áreas protegidas e regulações para aluguéis turísticos.