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Débora Falabella celebra sucesso de Prima Facie e reage a rumores sobre Avenida Brasil

Peça que a atriz estrela tem todas as 15 sessões esgotadas em Salvador

  • Foto do(a) author(a) Larissa Almeida
  • Larissa Almeida

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 06:00

Débora Falabella estrela espetáculo Prima Facie em Salvador
Débora Falabella estrela espetáculo Prima Facie em Salvador Crédito: Annelize Tozetto

À primeira vista, o anúncio da temporada de três semanas da peça estrelada por Débora Falabella em Salvador parecia suficiente para atender a demanda do público. No entanto, se tem uma coisa que a atriz e o próprio público aprenderam é que, com Prima Facie, nada é somente o que parece. Com ingressos esgotados, a montagem chegará pronta para ser um sucesso no que se propõe: expandir o lugar do feminino, tirar o véu sobre as violências existentes contra as mulheres e mobilizar, através da arte sensível de Débora, mudanças que começam a partir da tomada de consciência.

Todas essas propostas são, acima de tudo, um papel que cabe à arte enquanto expressão viva de uma sociedade. É assim que Débora encara o desafio de dar vida à Tessa, uma advogada bem-sucedida que passa a rever seus valores e princípios diante de casos de violências sexuais que precisa lidar – defendendo a parte criminosa. Enquanto a personagem mergulha na crise moral, a atriz se aprofundou na realidade do Brasil, que teve quatro mulheres vítimas de feminicídio por dia em 2025.

Débora Falabella estrela espetáculo Prima Facie em Salvador por Jorge Bispo/Divulgação

“Eu acho muito duro perceber que, mesmo num momento em que as mulheres conquistaram mais voz e mais espaço, a violência segue acontecendo de forma tão brutal. Isso mostra o quanto essa questão é estrutural e o quanto ainda existe uma desigualdade profunda nas relações”, reflete Débora.

Ela frisa que os casos sempre existiram, mas hoje chegam com mais rapidez e demandam maior urgência. Daí a importância, na sua visão, de que sejam discutidos coletivamente, inclusive através da arte. “A violência contra a mulher não é uma pauta feminina. É uma questão social, que diz respeito a todos nós. Enquanto isso não for entendido dessa forma, a mudança não acontece. Prima Facie fala com mulheres e homens. É uma peça que acompanha a trajetória de uma personagem e que costuma provocar um impacto forte em quem assiste”, diz.

Segundo a atriz, além da presença intensa do público, os debates e encontros após as apresentações têm mostrado como o teatro pode extrapolar o palco e gerar conversas importantes em outros espaços da sociedade. Na Inglaterra, o texto da peça, escrito por Suzie Miller, inspirou esforços para mudar algumas leis britânicas em 2022. Sem precisar ir longe, em Brasília, a peça foi assistida por Carmen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Salvador, a expectativa de Débora é que Prima Facie gere identificação. “É muito especial poder ficar não só um final de semana, mas três semanas na cidade. Serão quinze apresentações de Prima Facie num lugar onde a cultura é tão efervescente. Eu sou muito fã dos artistas baianos. Tenho muita expectativa com esse encontro. Espero que o público baiano se identifique com o espetáculo e tenho certeza de que ele vai acolher a peça de uma forma muito bonita, assim como tem acontecido nas outras cidades”, declara.

Encarar o desafio de interpretar Tessa foi possível, dentre outras razões, pela bagagem da atriz. Depois de fazer o espetáculo Neste Mundo Louco, Nessa Noite Brilhante, que também abordava a violência contra a mulher, o tema já era presente no repertório dela. Desse modo, só foram necessários alguns complementos, que incluíram desde ensaios até estudos relativos à área de Direito.

“A preparação veio junto com os ensaios, com pesquisa de casos reais, estudo do universo jurídico e acompanhamento de assessorias especializadas, além de uma preparação física e vocal intensa por se tratar de um monólogo. A assessoria jurídica e o contato direto com profissionais do Direito foram fundamentais para dar rigor, verdade e segurança à construção da Tessa”, afirma.

Com Prima Facie, a atriz chegou a participar de debates sobre representatividade feminina no judiciário e a legislação de violência sexual, em Brasília e no Rio de Janeiro. Ao todo, desde a estreia nacional em abril de 2024, a peça já passou por oito capitais e o saldo dessa experiência tem sido transformadora.

“Esse trabalho ampliou muito a minha sensibilidade e atenção para as diferentes formas de violência contra a mulher. É uma consciência que vai me acompanhar para sempre e que também me mantém mais alerta”, enfatiza Débora.

Fora da TV desde 2023, quando interpretou Lucinda em Terra e Paixão, a relação da artista tem se intensificado com o cinema e com o teatro, que não pretende largar. “Tive uma companhia durante 16 anos, e o palco segue sendo um espaço essencial da minha trajetória e da minha forma de pensar a profissão. Seguimos com a turnê por cidades do Nordeste e há a intenção de realizar temporadas populares em São Paulo e no Rio”, conta.

Quanto ao futuro, Débora adianta que já está trabalhando em um projeto teatral pós-Prima Facie e responde sobre um possível retorno da personagem Nina em uma especulada continuação de Avenida Brasil. “Por enquanto, são só burburinhos mesmo”, finaliza, aos risos.

Serviço

Ingressos esgotados