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Nem Barra, nem Ondina: veja qual região está liderando escolha dos turistas para estadia em Salvador

Ocupação hoteleira foi de 66,9% em dezembro, segundo a ABIH

  • Foto do(a) author(a) Larissa Almeida
  • Larissa Almeida

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 05:30

Gran Hotel Stella Maris
Gran Hotel Stella Maris Crédito: Divulgação

A impressão de que é possível se deparar com um turista em quase todos os cantos de Salvador há muito deixou de ser exagero dito em tom de brincadeira para se tornar a constatação de uma realidade. É que, confirmando as projeções, a cidade segue atraindo visitantes que, por sua vez, têm buscado cada vez mais experiências fora do óbvio. Uma prova disso é a ocupação hoteleira de dezembro, que registrou índices mais altos fora do polo Barra-Ondina - que é o mais turístico da cidade -, gerando uma atração maior para a região de Itapuã e Stella Maris.

De acordo com a Associação Brasileira de Indústria de Hotéis na Bahia (ABIH-BA), a taxa média de ocupação hoteleira na cidade foi de 66,9% em dezembro, semelhante ao mesmo período de 2024. Enquanto o polo Itapuã-Stella Maris liderou a ocupação com taxa de 76,6%, o polo Barra-Ondina ficou com ocupação de 73,5%, seguido dos polos Pituba-Tancredo Neves (59,7%) e Centro Histórico (56,7%). Os dados são da Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), realizada pela ABIH-BA e pela ABIH Brasil.

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O sucesso da região de Itapuã e Stella Maris, que foi capaz de desbancar o famoso polo Barra-Ondina, deve-se a uma soma de fatores. O primeiro deles, conforme explica Renata Prosérpio, diretora de Relações Institucionais da ABIH-BA, é a concentração de hotéis que se enquadram na temporada sol e praia.

“Em dezembro de 2025, o polo Itapuã-Stella Maris teve uma média superior às demais por ser uma região onde se concentram, sobretudo, hotéis de lazer. Além disso, dezembro é um mês em que há um relativo recuo de congressos e negócios”, aponta Renata.

“Hotéis de lazer” é como são chamados os grandes resorts, com infraestruturas completas, que incluem piscinas, quadras esportivas, spa, bares, academias, saunas, lagos, áreas verdes, parques aquáticos infantis, brinquedotecas, restaurantes, entre outros espaços. Só em Itapuã e Stella Maris, existem pelo menos cinco hotéis que oferecem essas estruturas.

Para José Alberto Vasconcellos, 2º vice-presidente e diretor de Patrimônio do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado da Bahia (Creci-BA), a atração de turistas para a região não é um fenômeno recente, mas tem crescido em virtude da consolidação do polo como localização estratégica para quem chega a Salvador buscando as experiências existentes não só na metrópole, como também nas cidades litorâneas vizinhas.

“Do lado de Itapuã, Stella Maris, Estrada do Coco, Ipitanga, a procura tem sido bem maior há um tempo, especialmente, pela influência do Litoral Norte. Hoje, quem vem de fora ouve falar muito em Praia do Forte, Guarajuba e Imbassaí nas redes sociais. Então, quando chegam aqui, preferem ficar desse lado, porque é mais próximo do Litoral Norte. São pessoas que fazem veraneio nessas cidades e até visitam outros pontos turísticos de Salvador, mas querem a praia e o sol”, diz.

Ele chama atenção para os hotéis localizados na região da Barra e Ondina, que, apesar de manterem bons índices de ocupação, não são a escolha principal de todos os turistas pelo alto custo e pela popularização de habitações alternativas. “O Airbnb tem influenciado muito nisso porque, geralmente, quem aluga um espaço, em vez de reservar um hotel, paga muito mais barato levando um número maior de pessoas”, acrescenta.

Renata Prosérpio alerta, no entanto, que o desempenho dos polos de ocupação costuma variar de acordo com o mês. Dessa forma, o sucesso de alguns hotéis não necessariamente é garantido o ano todo. “Por exemplo, no mês do Carnaval é o polo Barra-Ondina que se destaca. Em geral, não é possível afirmar que algum desses quatro polos venha crescendo continuamente, porque cada um tem suas características e períodos de melhor ocupação”, ressalta.

Projeção para o verão

Após um ano de 2025 marcado pela ocupação média anual de 66,51% - o melhor resultado dos últimos 15 anos -, o presidente da ABIH, Wilson Spagnol, estima um desempenho ainda maior neste verão.

“O crescimento da malha aérea nos aeroportos baianos, o Festival da Virada, a consolidação do Centro de Convenções Salvador, os Road Shows junto aos principais mercados emissores são alguns exemplos de ações conjuntas que têm garantido a trajetória de crescimento no turismo do Estado. Essas ações são fundamentais para fazer frente a velhos e novos desafios de 2026, como a concorrência desleal das plataformas digitais de aluguel por temporada”, defende.

Em retrospecto, a entidade entende que o sucesso do ano passado se deveu ao crescimento da demanda de turistas para a capital, incremento do turismo de negócios, aumento da oferta de voos diretos aos principais mercados emissores domésticos e aumento dos voos internacionais - pilares que tendem a ser mantidos em 2026.