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Marisa Monte apresenta “Phonica” em Salvador com orquestra de 55 músicos na Arena Fonte Nova

Cantora revisita três décadas de carreira em show grandioso com novos arranjos e repertório de sucessos

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 27 de março de 2026 às 05:30

Turnê Phonica
Marisa Monte na turnê Phonica Crédito: Divulgação/Leo Aversa

Uma nova roupagem para sucessos que o Brasil inteiro conhece. Essa é a proposta de Phonica – Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo, grandiosa turnê de Marisa Monte que traz para a Arena Fonte Nova neste sábado (28). No show, ela se apresenta acompanhada por sua banda e uma orquestra sinfônica com 55 músicos, construída especialmente para a turnê regida pelo maestro paulista André Bachur.

São 27 músicas ao longo de quase duas horas, entre trabalhos solo e com os Tribalistas, revisitadas com arranjos orquestrais. Estão no concerto sucessos como Amor I Love You, Gentileza e Velha Infância – e a seleção das faixas foi um processo à parte.

Marisa Monte e o maestro André Bachur por Divulgação/Leo Aversa

O primeiro passo foi escolher as canções que tinham arranjos originais marcantes. Ao longo de sua trajetória, Marisa trabalhou com grandes arranjadores. Para a turnê, o maestro ajudou a cantora a encontrar outros profissionais que pudessem expandir e adaptar os originais para formações maiores e sinfônicas, a nova textura que a artista desejava.

“Passamos alguns meses trabalhando nessas adaptações, entre idas e vindas, com muita troca, escuta, feedback e sugestões, até chegarmos ao resultado final que também foi fruto da escolha de instrumentos que teríamos no palco”, explica Marisa Monte.

Além da formação orquestral clássica completa, a orquestra de Phonica tem dois solistas, uma harpista e um pianista, além do quarteto que já acompanha Marisa: Dadi Carvalho (violão e guitarra), Pupillo (bateria), Alberto Continentino (baixo) e Pedrinho da Serrinha (cavaquinho e percussão).

“É uma emoção indescritível cantar com essa massa sonora com tantas vozes e cores, tantas camadas melódicas que arrepiam e inspiram. Para mim, um momento abençoado de um sonho antigo”, define a cantora.

Marisa e André Bachur se conheceram em 2024, no show de 90 anos da Universidade de São Paulo (USP). Surgiu ali a semente do projeto que seria o Phonica. No começo de 2025, vieram as conversas para desenvolver a orquestra e definir questões logísticas.

“Chegamos à conclusão de que a gente queria montar uma orquestra especialmente para essa turnê, que trouxesse pessoas jovens e uma formação diversa quanto ao gênero, que é uma coisa ainda muito muito rara no mundo das orquestras. E pessoas também que tivessem prática não só na música de concerto e na música erudita, mas também na nossa querida música popular. Então, a partir dessas premissas que a gente traçou e mais algumas outras, começamos os convites e montamos essa orquestra incrível, super competente”, relembra o maestro.

Para ele, cada momento tem sido especial, desde trabalhar com Marisa Monte e sua banda a presenciar a imersão garantida pela arte assinada por Batman Zavareze. Levar o espetáculo para todo o Brasil é outro grande prazer.

“A gente tira a orquestra da sala de concerto do teatro e põe em frente a muitas pessoas que às vezes nunca puderam ver uma orquestra, por diversos motivos. E você vê que as pessoas se emocionam e vivem aquele organismo complexo e colorido que é a orquestra de uma maneira muito animada. Isso a gente sente no palco, toda a animação do público. Essa energia do público e poder rodar o Brasil e sentir cada cada nuance, cada diferença por cidade, é realmente um privilégio”, afirma.

Pompa

O resultado foi um repertório que simboliza as mais de três décadas de trajetória de Marisa Monte de um jeito que ela bem entende: um projeto de pompa, fiel à autenticidade da artista carioca.

“Esse projeto é também um resumo de 35 anos de carreira, um recorte que traz um pouco de todos os álbuns, de todos os assuntos, de todos os parceiros, de todos os momentos e que se reflete na minha existência e de tantas outras pessoas com as quais me conecto através da arte de uma forma sublime”, diz.

Desde o início da turnê, em outubro de 2025, Phonica já reuniu mais de 120 mil pessoas Brasil afora. No início, apenas cidades do Sul e do Sudeste estavam no itinerário dos shows, e seis capitais receberam a turnê: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Brasília e Porto Alegre.

No fim do ano passado, porém, a turnê foi estendida para contemplar o Nordeste e, depois de passar por Fortaleza e Recife no início deste mês, chegou a vez de Salvador. A apresentação deste sábado marca o reencontro de Marisa com o público baiano após um show na Concha Acústica em abril do ano passado, com a Orquestra Afrosinfônica.

“É sempre uma emoção enorme estar numa cidade tradicionalmente definida por sua conexão com a cultura, com a identidade e com a própria história do Brasil. Salvador sempre me recebe de braços abertos e não podia de jeito nenhum ficar de fora dessa turnê. Vai ser o encerramento no Brasil em grande estilo, pelo menos por enquanto, e mal posso esperar para cantar com as vozes de Salvador”, celebra.

Agora, com o repertório escrito e adaptado, a cantora pode se apresentar com orquestras do mundo inteiro, e alguns dos concertos já estão marcados para este ano: dia 11 de setembro a parada é em Roma, na Itália. No dia 18, quem recebe “Phonica” são os portugueses, em Lisboa. “E onde mais pintar espero poder repetir e ampliar essa experiência ao longo dos anos, com orquestras de todos os lugares do mundo.”

Marisa Monte em Phonica | Sábado (28), às 18h30, na Arena Fonte Nova | Ingressos: a partir de R$ 116,50, à venda na ticketsforfun.com.br

*Com colaboração de Elaine Sanoli